Relogio Com Comentario

VERSÍCULO DO DIA

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BIOGRAFIA MARTINHO LUTERO - I

A biografia do primeiro e principal reformador.
O mais difícil para Lutero era a obrigação perfeita diante das Escrituras de ser contrito e se arrepender.

Ao contrário de algumas especulações românticas, a infância deLutero não teve quase nada a ver com o fato dele tornar-se umteólogo revolucionário. Ele nasceu quase em trânsito em 10 denovembro de 1483, em Eisleben (cerca de 120 milhasao sudoesteda moderna Berlim), onde seus pais podem ter trabalhado comoservos domésticos.

Dentro de um ano, a família mudou-se para Mansfeld, onde seupai, Hans Luder (como era pronunciado na região), encontroutrabalho nas minas de cobre locais. Hans subiu rapidamente,talvez com a ajuda de parentes, a proprietário, ou sócio de váriasminas e fundições. Até mesmo tornou-se um membro do conselhoda cidade.

Lutero apanhava de seu pai e mãe de modos aterradores. Ele ficou tão distante de seu pai que, em uma ocasião, que seu pai buscou seu perdão. Mas como Hans veio até seu filho, Lutero também se lembra que “ele me queria bem.” Talvez a dura disciplina refletisse apenas uma família que desejava ser bem sucedida, e o foi. Não havia, com certeza, nada de incomum nisso.

Também não há evidência de nada incomum ou rebelde acerca da piedade da família. Margaretha, a mãe de Lutero, tinha as superstições comuns da época. Por exemplo, ela culpava uma vizinha pela morte de um de seus filhos, pois a considerava uma bruxa. Hans se unia a ela, buscando uma indulgência especial para a igreja local. Quando jovem, Lutero absorveu uma religião na qual uma pessoa tinha que lutar pela futura salvação da mesma forma que tinha que trabalhar pela sobrevivência material.

Uma Decisão Perspicaz

Neste ponto, dois assuntos comuns mudaram o rumo de Lutero.

Primeiro, Hans (que poderia ter ficado satisfeito quando o menino aprendeu a ler, escrever e fazer cálculos e então entrar no negócio da família) mandou o menino para a escola de Latim, e finalmente para a Universidade de Erfurt. Ao tomar esta decisão perspicaz, Hans foi ambicioso não apenas por seu filho, mas pela família inteira. Se fosse bem-sucedido, o jovem Lutero tornar-se-ia advogado, que, fosse numa igreja ou na corte, traria um bom sustento para os pais e irmãos.

Segundo, o jovem que deixou o lar antes de fazer catorze anos, e provou ser extraordinariamente inteligente. Recebeu o bacharelado e o mestrado no menor tempo permitido pela lei. Ele provou ser tão adepto a disputas (debates públicos que era a maneira principal de ensinar e aprender) que ganhou o apelido de “O Filósofo”. Hans ficou tão feliz que deu ao seu filho ao seu filho um presente caro: o texto principal para estudos legais da época, o Corpus Juris Civilis.

Da Lei ao Legalismo

Infelizmente para os planos de Hans, o estudante novato de direito começou a ter dúvidas sobre o estado da sua alma e também sobre a carreira que seu pai tinha assegurado para ele. Em 1505, quando ainda não tinha 22 anos, ele tirou uma licença oficial, mas inexplicada, da universidade. Ele visitou sua família para buscar, aparentemente, conselho sobre seu futuro. No seu retorno para Erfurt, quando lutava contra uma severa tempestade, um raio atingiu o chão perto dele.

“Me ajude, Sta. Ana!”, Lutero gritou. “Eu me tornarei monge.”

Depois deste voto a Santa Ana, a conhecida padroeira dos mineiros, Lutero passou várias semanas discutindo sua decisão com seus amigos. Então, em Julho de 1505, como era a exigência para entrar na vida monástica, ele deu todos os seus bens – seu alaúde, no qual tinha habilidade; seus muitos livros, incluindo o Corpus Juris Civilis; suas roupas e utensílios para comer – e entrou para o Mosteiro Negro dos Vigilantes Agostinianos. Como de costume, ele passou mais de um mês examinando sua consciência e sendo interrogado pelas autoridades apropriadas antes de proceder ao noviciato (um ano adicional de escrutínio antes de se tornar um frei).

Por toda evidência, Lutero foi extraordinariamente bem sucedido (“impecável” foi a descrição) como um Agostiniano, assim como quando foi estudante. Ele não começou simplesmente a jejuar, orar e práticas devotas (como ficar sem dormir, passar pelo frio cortante sem cobertor, e se flagelar), ele os fazia dedicadamente. Como comentou mais tarde, “Se alguém pudesse ter herdado o céu pela vida de um monge, teria sido eu”.

Ele tornou-se um padre dentro de menos de dois anos depois de entrar para o Mosteiro Negro. Ele foi mandado a Roma como companheiro de viagem de um irmão mais velho em negócios cruciais para os Agostinianos na Alemanha. Além disso, seus superiores ordenaram que estudasse teologia para que pudesse se tornar um dos professores da ordem.

Digno de Estudo

Neste momento, o próprio Lutero começou a ser alguém digno de estudo. Os medos e ansiedades que o dirigiram para o Mosteiro Negro o deixaram durante seu primeiro ano lá, mas então se intensificaram. Embora buscasse amar a Deus com todo seu coração, alma, mente e força, ele não achava consolo. Ficava cada vez mais com medo da ira de Deus: “Quando é tocada por esta inundação que vem do eterno, a alma só se alimenta e bebe a eterna punição e nada mais.”

A ordem para estudar a teologia acadêmica significava que ele podia investigar suas lutas intelectualmente. Ele, mais tarde, comentou que foi “onde as tentações me levaram”, querendo dizer que ele ousou investigar as questões que mais o atormentavam. Mas isso acontecia devagar: “Eu não aprendi minha teologia toda de uma vez... mas como Agostinho, através de muito estudo, ensino e escrita.”  

No processo, os ataques de dúvida de Lutero acerca de sua salvação tornaram-se uma realidade objetiva que ele estudou – quase da maneira que um matemático se debruça sobre um problema difícil.

O dilema de Lutero

Como um iniciante no estudo da teologia, Lutero foi ensinado sobre a ortodoxia predominante, e parte de suas palestras iniciais como professor mostra que ele cria nisso.

Seus professores, seguindo a Bíblia, ensinaram que Deus exigia absoluta justiça, como na passagem, “sejam perfeitos, como é perfeito vosso Pai que está no céu”. As pessoas precisavam amar a Deus absolutamente e seus próximos como a eles mesmos. Eles deviam ter a fé inabalável de Abraão, que estava disposto a sacrificar o próprio filho. 

Além do mais, quando não eram perfeitas, as pessoas deviam se arrepender de um modo totalmente contrito, e não pelo propósito egoísta de salvar a si mesmos. E onde o indivíduo não pudesse ser absolutamente justo, a igreja entraria com a graça dos sacramentos.

Lutero declarou mais tarde, “Eu estava tão bêbado, aliás, tão submerso nas doutrinas do papa, que eu teria alegremente matado (ou cooperado com alguém que matasse) quem quer que tirasse uma sílaba da obediência devida a ele”.

Mas Lutero foi atacado por um problema, e finalmente este o levou para longe que havia sido ensinado. Os seres humanos são incapazes de ter os atos e estado da mente sem egoísmo que as Escrituras exigiam. O mais difícil para Lutero era a obrigação perfeita das Escrituras de ser contrito e se arrepender. 

No fim da Idade Média, o arrependimento ocorria mais comumente no curso dos sacramentos da confissão e da penitência. De acordo com o que o pecador confessasse, era perdoado e então cumpria as ações de penitência que lhe fossem ordenadas e o processo estava completo. Mas Lutero sabia que no meio deste ato crucial, era justamente quando ele era mais egoísta. Estava confessando seus pecados e cumprindo sua penitência apenas pelo instinto humano de salvar a sua pele. E, também, pela tendência humana de pecar, ele não conseguia se confessar o suficiente.

Este assunto crítico permaneceu vívido na mente de Lutero. Ele comentou depois, “Se alguém confessasse seus pecados na hora certa, ele teria que carregar um confessor no seu bolso!” Como seus professores sabiam, ele fato podia levar ao desespero (ou como acreditavam então, o pecado contra o Espírito Santo). No caso de Lutero, ele era de vez em quando levado ao desespero mesmo.
Por: Christian History & Biography

Quando Deus trabalha o homem muda!!!
Prof. Abdias Barreto

2 comentários:

  1. Paz professor Abdias , parabens pela postagem, é de grande valor sabermos a história desse grande homem de Deus. Nos visita no http://luzevida123.blogspot.com/ Deus abneçoe voce e sua familia

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  2. Por nada Querido!!! estou apenas indicando a leitura aos Irmãos... Na Verdade a Biografia ja existe Por: Christian History & Biography.

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