Relogio Com Comentario

VERSÍCULO DO DIA

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O QUE É EVANGELIZAÇÃO - LIÇÃO -1 3º TRIM - 2016.

LIÇÃO 1: O QUE É EVANGELIZAÇÃO – 03 de julho 2016


Texto Áureo
"Portanto, ide, ensinai iodas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo; ensinando-as a guardar todas as coi­sas que eu vos tenho mandado [...]." (Mt 28.19,20)

Verdade Prática
Evangelizar é a missão mais importante e urgente da Igreja de Cristo; não podemos adiá-la nem substituí-la.




LEITURA DIÁRIA
Segunda – Lc 9.2: Jesus envia-nos a evangelizar
Terça – At 10.42: Evangelização e testemunho
Quarta – 2Tm 4.2: Evangelizar em todo tempo
Quinta – 2Co 2.12: Portas abertas à evangelização
Sexta – 1Co 1.17: A cruz de Cristo, a força do Evangelho
Sábado – 1Pe 1.12: A excelência da evangelização

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Mc 16. 9-20.

9 E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
10 E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando.
11 E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.
12 E depois se manifestou de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo.
13 E, indo estes, anunciou-o aos outros, mas nem ainda estes creram.
14 Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mesa, e lançou lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado.
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
18 Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.
19 Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.
20 E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Conhecer a diferença entre evangelismo e evangelização.
Mostrar como devemos evangelizar.
Explicar o porquê da evangelização.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de estu­darmos a respeito da missão mais importante da Igreja: a evangelização.
Essa missão não é somente da liderança, mas todo crente tem a responsabilidade de anunciar as Boas-Novas.
Que possamos anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, ajudando as pessoas a trilhar os caminhos do Senhor, pois em breve Jesus virá.

INTRODUÇÃO
Se não levarmos o Evangelho até aos confins da Terra, jamais seremos reconhecidos como discípulos de Jesus. Desde o início de seu ministério, Ele sempre fez questão de realçar a natureza evangelizadora de sua missão e da tarefa que nos confiou (Mc 16.15; Lc 8.1). Nenhum outro trabalho é tão importante e urgente quanto a evangelização.

A Igreja, por ser Igreja, não pode ignorar as exigências da Grande Comis­são: evangelizar a todos, em todo tempo e lugar (Mt 24.14). A evangelização compreende, também, o discipulado, o batismo e a integração do novo convertido. Se crermos, de fato, que Cristo morreu e ressuscitou para redimir-nos do inferno, não nos calaremos acerca de tão grande salvação (Hb 2.3).
Aproveitemos todas as oportuni­dades para falar de Cristo, pois grande será a colheita de almas para o Reino de Deus.

I – EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO
Evangelismo ou evangelização? Neste tópico, veremos que ambos os termos são igualmente correios, pois a evangelização depende do evangelismo. Se este é a teoria, aquela é a prática.

PONTO CENTRAL
A missão suprema da Igreja é a evan­gelização.

1. Evangelismo.
É a doutrina cujo objetivo é fundamentar bi­blicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo, de acordo com as narrativas e proposições do Antigo e do Novo Testamentos (Gn 12.1,2; Is 11.9; Mt 28.19,20; At 1.8). O evangelismo fornece também as bases metodológicas, a fim de que os evangelizadores cumpram eficazmente a sua tarefa (2 Tm 2.15).

2. Evangelização.
É a prática efetiva da proclamação do Evangelho, quer pessoal, quer coletivamente, até aos confins da Terra, levando-nos a cumprir plenamente o mandato que Jesus nos delegou (At 1.8).
A evangelização não é um trabalho opcional da Igreja, mas uma obrigação de cada seguidor de Cristo (l Co 9.16).

SÍNTESE DO TÓPICO l
É correio usar os termos evangeli­zação e evangelismo, pois a evangeli­zação depende do evangelismo. Uma é a teoria e a outra, a prática.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O mandato para as missões acha-se em cada evangelho e ern Atos dos Apósto­los. Porque toda a autoridade nos céus e na terra foi entregue a Jesus (Mt 28.19,20).
"Vão' (gr. poreuthentes) não é um imperativo» Significa, literalmente, 'tendo ido'. Jesus toma por certo que os crentes irão, quer por vocação, por lazer, ou por perseguição, O único imperativo nesse trecho bíblico é *façam discípulos' (gr. mathêteusate), que inclui batizá-los e ensiná-los continuamente.
Marcos 16.15 também registra esse mandamento: Tendo ido por todo o mundo, proclamem (anunciem, declarem e demonstrem) as boas-novas a toda a criação' (tradução literal)" (HORTON, Stanley M, Teologia Sistemática: Uma Perspectiva PentecostaL led. Rio de Janeiro: CPÂD, 1996, p, 584).

II - POR QUE TEMOS DE EVANGELIZAR
Podemos apresentar pelo menos quatro razões que nos levarão a falar de Cristo a tempo e fora de tempo. A partir daí, não descansaremos as mãe até que o mundo todo seja semeado com a Palavra de Deus (Ec 11.6).

1. É um mandamento de Jesus.
Teme de evangelizar porque, acima de tudo, é uma ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19,20; Mc 16.15; Lc 24.46,47;, 1.8). Logo, não há o que se discutir: evangelizar não é uma obrigação apenas do pastor e dos obreiros; é um dever de todo  aquele que se diz discípulo do Nazareno.

Aquele que ama a Cristo não pode deixar de falar do que tem visto e ouvido. Assim agiam os crentes da Igreja Primitiva. Não obstante a oposição dos j poderes religioso e secular, os primeiros discípulos evangelizavam com ousadia e determinação (At 4.20).

2. É a maior expressão de amor da Igreja.
A Igreja Primitiva, amando intensamente a Cristo, evangelizava sem cessar, pois também amava as almas perdidas (At 2.42-46). O amor daqueles crentes não se perdia em teorias, mas era efetivo e prático; sua postura era mais do que suficiente para levar milhares de homens, mulheres e crianças aos pés do Salvador. A igreja em Tessalônica também se fez notória por sua paixão evangelística (l Ts 1.8).
Enfrentamos hoje uma crise econômica, moral e política muito séria, porém precisamos continuar evangelizando os de perto e os de longe.

CONHEÇA MAIS
Evangelho
Uma palavra usada somente no Novo Testamento para deno­tar a mensagem de Cristo. O termo gr. evangelion, significan­do boas-novas, tornou-se um termo técnico para a mensa­gem essencial da salvação.
O conteúdo do Evangelho é claramente definido no Novo Testamento. É a mensagem proclamada e aceita na igreja cristã, pois foi recebida por todos os crentes, defendida por seu raciocínio, e constituiu uma parte vital de sua experiên­cia. É histórica em seu conteúdo, bíblica em seu significado, e transformadora em seu efeito. 'Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras... foi sepultado, e... ressus­citou ao terceiro dia, segundo as Escrituras... foi visto por Ceifas...', são as palavras descritivas de Paulo (ICo 15.1-6)". Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe,CPAD,p.711.

3. O mundo jaz no maligno.
Imple­mentemos a evangelização, pois muitos são os que caminham a passos largos para o inferno (l Jo 5.19). Diante dessa multidão, não podemos ficar indiferentes. Uns acham-se aprisionados pelas drogas. Outros, pela devassidão e pela violência. E outros, ainda, por falsas religiões. Preci­samos evangelizar esses cativos. Somente Jesus Cristo pode libertar os oprimidos das cadeias espirituais (Jd 22,23).

4. Porque Jesus em breve virá.
Finalmente, empreguemos todos os nos­sos esforços na evangelização, porque o Senhor Jesus não tarda a voltar. Sua advertência é grave e urgente: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (Jo 9.4). Sim, Jesus em breve virá. O que temos feito em prol da evangelização? Não podemos comparecer de mãos vazias perante o Senhor da Seara.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A evangelização é um mandamento de Jesus. É também a maior expressão de amor, pois o mundo jaz no maligno e em breve Jesus voltará.

SUBSÍDIO BÍBLICO - TEOLÓGICO
Evangelismo pessoal é a obra de falar de Cristo aos perdidos individual­mente: é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 830).
A importância do evangelismo pes­soal vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o ultimo assunto de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu, Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15).

O alvo do evangelismo pessoal é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes.
Ganhar alma foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão (l Co 9.20), Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus é para os pregadores, pastores e obreiros em geral. Contentam-se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara (Jo 4.35). O Ide de Jesus para irmos aos perdidos (Ne 16,15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos., Cada crente pode e deve ser um ganhador de almas» Nada o pode impedir, irmão, de ganhar almas para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A chamada especial de Deus para o ministério reservada a determinados crentes, mas a chamada geral para ganhar almas é feita a todos os crentes.
O evangelismo pessoal, como já vimos a cima, vai além do pecador per­dido: ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, direção, ânimo e auxílio. Ele reaviva a fé e a esperança nas promessas das Santas Escrituras (GILBERTO, António) Pratica do Evangelismo Pessoal 1ed. Rio de Janeiro: CPÂD, 1983, p, 10).

III – COMO EVANGELIZAR

A missão de pregar a todos, em todos os lugares e em todo tempo in­clui a evangelização pessoalcoletivanacional e transcultural. Neste tópico, destaquemos o exemplo de Cristo, o evangelista por excelência.

1. Evangelização pessoal.
Em vários momentos de seu ministério, o Senhor Jesus consagrou-se à evangelização pessoal. Na calada da noite, recebeu Nicodemos, a quem falou do milagre do novo nascimento (Jo 3.1-16), E, no ardor do dia, mostrou à mulher samaritana a eficácia da água da vida (Jo 4.1-24).
Neste momento, há alguém, bem pertinho de você que precisa ouvir falar de Cristo. Não perca a oportunidade e evangelize, pois quem ganha almas sábio é (Pv 11.30).

2. Evangelização coletiva.
Cristo dedicou-se também ao evangelismo coletivo. Ele aproveitava ajuntamentos e concentrações, a fim de expor o Evangelho do Reino. As multidões também precisam ser alcançadas com a pregação do Evan­gelho, para que todos ouçam a mensagem da cruz. Voltar à prática do evangelismo em massa é uma necessidade urgente.

3. Evangelismo nacional.
Em seu ministério terreno, Jesus era um judeu inserido na sociedade judaica, falan­do-lhes em sua própria língua. Sua identificação com a cultura israelita era perfeita (Jo 4.9). Ele não podia esconder sua identidade hebreia (Lc 9.53). Cristo viveu como judeu e, como judeu, morreu (Mt 27.37). Nessa condição, anunciou o Evangelho do Reino às ovelhas perdidas da Casa de Israel.

4. Evangelismo transcultural.
Em­bora sua missão imediata fosse redimir as ovelhas da Casa de Jacó (Mt 15.24), Jesus não deixou de evangelizar pessoas de outras culturas e nacionalidades. Atendeu a mulher siro-fenícia (Mc 7.26). Socorreu o servo do centurião romano (Mt 8.5-11). E não foram poucos os seus contatos com os samaritanos (Lc 17.16; Jo 4.9).
É chegado o momento de olharmos além de nossas fronteiras, ouvindo o gemido das nações, tribos e povos não alcançados.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Podemos evangelizar deforma pessoal e coletiva. Também podemos evangelizar nosso pais e as nações.

SUBSÍDIOS BÍBLICOS - TEOLÓGICOS
Como devemos evangelizar

Para começar, o ganhador de almas tem de ter experiência própria de sal­vação. É um paradoxo alguém conduzir um pecador a Cristo, sem ele próprio conhecer o Salvador. Isto é apontar o caminho do céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus deve ter experiência pró­pria da salvação.
Estando nosso coração cheio da Palavra de Deus, nossa boca falará dela (Mt 12,34). É evidente que o ganhador de almas precisa de um conhecimento prático da Bíblia; conhecimento esse, não só quanto à mensagem do Livro, mas também quanto ao volume em si, suas divisões, estrutura em geral, etc Sim, para ganhar almas é preciso 'começar pela Escritura'(At 8.35).

Aquilo que a eloquência, o argu­mento e a persuasão humana não podem fazer, a Palavra de Deus faz, quando apresentada sob a unção do Espírito Santo. Ela é qual espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho diante do homem. Deixe o pecador mi­rar-se neste maravilhoso espelho. Assim fazendo, ele aborrecerá a si mesmo ao ver sua situação deplorável.

Está escrito que "pela lei vem o conhecimento do pecado (Rm 3.20), Através da poderosa Palavra de Deus, o homem vê seu retrato sem qualquer retoque, conforme Isaías 1.6. No estu­do da obra de ganhar almas, há muito proveito no manuseio de livros bons e inspirados sobre o assunto. Há livros deste tipo que focalizam métodos de ganhar almas; outros focalizam experi­ências adquiridas, o desafio» o apelo e a paixão que deve haver no ministério em apreço. A igreja de Éfeso foi profun­damente espiritual pelo fato de Paulo ter ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo todo o conselho de Deus (At 20,27-31). Em Corinto ele ensinou dezoito meses (At 18.11). Veja a dife­rença entre essas duas igrejas através do texto das duas epístolas (Coríntios e Efésios) (GILBERTO, António. Prática do Evangelismo Pessoal, 1ed Rio de Janeiro: CPAD, 1983, p. 30).

CONCLUSÃO
Evangelizar é a missão de todo crente. Quer obreiro, quer leigo, ganhar almas é o seu dever. Na crise atual, muitos são os que desesperados, bus­cam um salvador. Mas apenas a Igreja de Cristo pode mostrar o caminho da salvação. É hora de evangelizar e de fazer missões. Arranquemos as almas perdidas das garras de Satanás.

PARA REFLETIR

A respeito da missão da Igreja, responda:
• Qual a urgência máxima da Igreja?
A evangelização.
• Qual a diferença entre evangelismo e evangelização? Evangelismo:
É a doutrina cujo objetivo é fundamentar biblicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo, de acordo com as narrativas e proposições do Antigo e do Novo Testamento. Evangelização. É a prática efetiva da proclama­ção do Evangelho, quer pessoal, quer coletivamente, até aos confins da Terra
• Por que devemos evangelizar?
É um mandamento de Jesus; é a maior expressão de amor da Igreja; o mundo jaz no maligno; e porque Jesus em breve virá.
• Como devemos evangelizar?
Evangelização pessoal, evangelização coletiva, evangelismo nacional e evangelismo transcultural.
• Por que Jesus é o evangelista por excelência?
Porque Ele amou o mundo de tal maneira que deu a sua vida na cruz para perdão dos nossos pecados.


"Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre." (Jd 1:25.) 
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ONDE ESTARÁ A IGREJA NA GRANDE TRIBULAÇÃO ?

Ausência da igreja no Apocalipse 4-19

Onde está a igreja durante os sete anos da Tribulação, conforme os capítulos 4-19 do Apocalipse? Se o pós-tribulacionismo estivesse correto, a igreja seria mencionada como permanecendo na Terra, durante esse tempo.  Contudo, este não é o quadro visto nos capítulos 4-19 do Livro do Apocalipse. Este escritor vai demonstrar, através de uma investigação minuciosa destes capítulos, que a igreja já estará no Céu com Cristo, tendo sido arrebatada antes do início da Tribulação. Os leitores ficarão bem informados sobre a visão pré-tribulacionista neste assunto, lendo o ensaio seguinte.

O imperador Domiciano baniu o Apóstolo João para a Ilha de Patmos, no Mar Egeu (Apoc. 1:0) e foi ali que João ouviu o comando de Jesus Cristo: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodiceia”. 

João registrou o que viu e, em seguida, enviou cartas às sete igrejas da Ásia, conforme o Senhor lhe havia ordenado. Estas igrejas eram: as de  Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, e Laodicéia.  (verso 11).

O conteúdo do Livro do Apocalipse pode ser dividido em três seções embasadas no comando de Cristo: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”. (Apoc. 1:19). Estas secções revelam uma sequência de tempo: passado, presente e futuro.

Mas, o que João viu exatamente? Ele teve uma visão simbólica de Jesus Cristo de pé, “no meio dos sete castiçais de ouro” (Versos 12-18,20) os quais representavam as sete igrejas locais. Este conteúdo forma a seção do passado (“as coisas que tens visto”). A seção do presente, “as que são”, podem ser vistas nas sete cartas enviadas às sete igrejas (Apoc. 2-3). A seção do futuro forma a parte mais importante do livro (Apoc. 4-22). A frase preposicional (“depois destas coisas” é encontrada no Apoc. 1:19 e no 4:1, duas vezes). A terceira seção começa com as palavras “Depois destas coisas” (Apoc. 4:1). A seção futura (Apoc. 4-22) contém uma introdução, revelando o trono de Deus o Pai, nos capítulos 4-5. O selo, as trombetas e as taças do julgamento são descritos em seguida (Apoc. 5-16). O julgamento da Babilônia é apresentado nos capítulos 17- 18. A segunda vinda de Cristo à Terra é, finalmente, apresentada no capítulo 19:11-21.  O Reino Milenial, o Julgamento do Grande Trono Branco e o estado eterno enceram a revelação profética, nos capítulos 20-22.

A interpretação típica deste livro pelos futuristas argumenta que os capítulos 4-19 descrevem o que vai acontecer nos sete anos que precedem a segunda vinda de Cristo à Terra (Capítulo 11:19-21). A consistente defesa do pré-milenialismo mantém esta posição, mesmo que alguns possam ter visões diferentes sobre o arrebatamento da igreja. Contudo, somente os que abraçam o arrebatamento pré-trib (antes da 70ª semana de Daniel) argumentam em favor da ausência da igreja na Terra, durante os sete anos da Tribulação. Que evidência pode ser encontrada dentro do Apoc. 4-19, para mostrar que a igreja verdadeira já estará no Céu, quando os eventos mencionados nestes capítulos estiverem acontecendo? Vejamos algumas indicações:

A menção da igreja - As palavras ”igreja” e “igrejas” tão importantes nos capítulos 1-3, não mais aparecem no Livro, até o último capítulo (Apoc. 22:16). A palavra “igreja”, no singular e no plural, ocorre 19 vezes, nos capítulos 1-3 (1:4,11,20 (duas vezes); 2:1,7,8,11,12,17,18,19; 3:1,6,7,13,14,22).

O termo “igreja” (ekklesia) significa, literalmente, “um grupo chamado para fora”. Ele tem dois usos principais no Novo Testamento. Pode ser usado como o corpo de Cristo, o qual Ele está edificando nesta era (Mateus 16:18; 1 Coríntios 12:13; Efésios 1:22; 4:1-6). Ele é composto de judeus e gentios crentes, feitos um em Cristo (Efésios 2:15-16). O termo também pode ser usado para uma congregação local de crentes (Atos 14:27; Gálatas 1:2).  Neste sentido, o termo é usado no Livro do Apocalipse. [Nota de Hélio: a teoria de uma igreja universal e invisível, difusa, sobre a terra, abrangendo todas as igrejas locais, não tem nenhuma base bíblica. E, até mesmo pela etimologia da palavra, toda igreja tem, forçosamente, que ser local. No agora (no céu), e na eternidade futura, haverá uma só igreja somando todos os salvos da atual dispensação das igrejas, mas, ainda assim, ela será local. Ver http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/IgUniv-TeoriaMito-Montgomery.html] 

Contudo, existe um estranho silêncio do termo, a partir dos capítulos 4-19. Este fato é digno de nota, principalmente quando se contrasta esta ausência com a sua constante presença nos capítulos 1-3. Um bom motivo para esta ausência da verdadeira igreja é que os crentes evangélicos já não se encontrarão na Terra, nos sete anos que precedem a segunda vinda de Cristo. Eles já terão comparecido na presença do Senhor, no Céu, antes que estes eventos de sete anos tenham início. A igreja não é mencionada durante o selo, as trombetas, as taças do julgamento, pois já estará no Céu, quando houver o derramamento da ira divina.

A admoestação - As frases recorrentes “às igrejas” estão conspicuamente ausentes, numa admoestação semelhante (Apoc. 13:9). Todas as sete cartas às igrejas terminam com esta admoestação. Cada indivíduo em cada igreja local deveria escutar e aplicar a verdade que Cristo entregou às igrejas locais. Por exemplo, um crente na igreja de Éfeso deveria tirar proveito espiritual do que o Senhor disse à igreja de Pérgamo ou à de Filadélfia, etc.

Satanás, a besta e o falso profeta serão os três maiores inimigos de Deus e do Seu povo, nesse período de sete anos (Apoc. 13:1-18; 19; 20:3) A besta, simbolizando o ditador político-militar do fim dos tempos, governará durante 42 meses e, na segunda metade do período de sete anos, mostrará a sua verdadeira natureza diabólica. João registra a respeito dele: “E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:7-8). Aqui João registra a última admoestação. Não há mais qualquer menção do tipo:“escreve ao anjo da igreja”, a frase repetida sete vezes, nas sete cartas antes mencionadas. (Apoc. 1-3), que possa mostrar que a igreja estará enfrentando a ira da besta, pois se tal acontecesse, a igreja ainda estaria na Terra.

Existe uma menção “aos santos” no contexto do Apoc. 13:7-10. Mas, estes santos sãos que forem salvos [por fé que necessariamente tem que ser comprovada por obras apropriadas e por perseverança até o fim], durante os sete anos da Tribulação, após o arrebatamento da igreja. Todos os salvos foram levados, antes desse período.

A esposa do Cordeiro - A igreja como um corpo unido não é mais vista, após os capítulos 1-3, até a celebração da Ceia das Bodas do Cordeiro, quando Sua esposa já se aprontou. À noiva foi dado ataviar-se com linho fino, puro e resplandecente, porque o linho fino são as justiças dos santos (Apoc. 19:7-8). Agora ela é chamada a ”esposa de Cristo”. Paulo usou a metáfora do marido e mulher, para descrever a relação de Jesus Cristo com a igreja (Efésios 5:22-23). A esposa é vista como uma unidade completa e definitiva no Céu, até mesmo antes da volta de Cristo, como REI, à Terra. (Apoc. 19:11-16, conf. 19:7). Não teria sentido, uma parte da esposa estar no Céu e a outra parte, na Terra.

A esposa também foi galardoada, antes da segunda vinda de Cristo à Terra. Sua prestação de contas pode ser vista, no fato de que ela “já se aprontou” (Apoc. 19:7). Mesmo assim, crente nenhum merece qualquer recompensa pelo que tiver feito pelo Senhor. Conferir-lhe um galardão demonstra a graça redentora; por isso o texto diz: “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” (verso 8). Estas justiças são imputadas aos crentes pela justiça de Cristo (Romanos 3:22; 4:22; 5:21). Desse modo, o julgamento no Tribunal de Cristo já terá acontecido, antes de Sua volta à Terra. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2 Coríntios 5:10). Isso comprova que a igreja terá sido arrebatada, antes desse evento.

A atividade de Cristo - O foco da atividade de Cristo muda dos capítulos 1-3 para os capítulos 4-19. Nos primeiros três capítulos, o Seu ministério foi dirigido às sete igrejas na Terra. Ele as galardoa, critica e corrige. Mas, nos capítulos 4-19, toda a Sua atividade acontece no Céu. Ele trata do rolo selado com sete selos e com os julgamentos que dele procedem.

Como a cabeça viva da igreja, que é o Seu corpo, Ele está agora edificando-a (Mateus 16:18). Ele está em nós, nós estamos nEle e Sua atenção está na igreja. Contudo, esta ênfase desaparece nos capítulos 4-19. Durante os sete anos que precedem a Sua segunda vinda à Terra, Cristo estará preparando o mundo e Israel para esta volta. A igreja já estará completa, com Ele, no Céu, através da ressurreição e do arrebatamento. Esta fase do Seu propósito Criador e Redentor terá sido concluída.

Os vinte e quatro anciãos - Se os vinte e quatro anciãos representam a igreja, então ela já estará no Céu, antes da abertura dos julgamentos dos selos. Os anciãos desempenham um papel importante nos capítulos 4-19. Eles são mencionados 12 vezes (Apoc. 4:4,10; 5:5,6,8,11,14; 7:11-13; 11:16; 14:3; 19:4). Primeiro, eles são mencionados como estando presentes no Céu, ao redor do trono de Deus o Pai, conforme Apoc. 4:4: “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro”.

Quem são esses anciãos? Eles representam anjos ou homens? Se são humanos, eles representam os crentes do Velho Testamento, do Novo Testamento ou de ambos? O adjetivo numeral “vinte e quatro” é significativo. O rei Davi dividiu o sacerdócio levítico em 24 ordens (1 Crônicas 24). Cada ordem executava funções sacerdotais no tabernáculo e no templo, de sábado a sábado. Na distribuição desse encargo, cada ordem funcionaria por duas semanas, cada ano. Ao fazer isso, cada ordem representava toda a tribo sacerdotal e a nação de Israel, diante de Deus. Desse modo, o número 24 tornou-se a representação de um grupo maior e mais completo. Então, “os vinte e quatro anciãos” é uma frase que veio a ser representativa de mais do que apenas duas dúzias de específicas pessoas. Em vez disso, os anciãos representam um inteiro grupo de seres individuais, quer sejam anjos ou homens.

Três características sobre a sua descrição são relevantes. Primeira, eles estão assentados em tronos. Não estão de pé, voando ou flutuando. Porventura algum anjo já alguma vez se assentou diante de Deus? Nenhum verso da Escritura diz que eles já o tenham feito. Mesmo assim, Jesus prometeu a cada crente, na era da igreja: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”. (Apoc. 3:21). Por imputação, Deus fez cada crente se “assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus ” (Efésios 2:6). Então os vinte e quatro anciãos devem ser homens e não anjos.


Segunda, os anciãos estavam “vestidos de vestes brancas”, que são as mesmas palavras antes aplicadas à igreja (Apoc. 3:5,18).


Terceira, os anciãos usavam coroas (stephanous) nas cabeças. Eram coroas ganhas pelo desempenho e pela vitória.  Aos crentes nas igrejas foram prometidas coroas, com as mesmas palavras. (Apoc. 2:10; 3:11).  Nas epístolas, aos crentes, nesta era da igreja, são prometidas coroas específicas por realizações específicas: a coroa incorruptível, para os que vivem uma vida espiritual disciplinada (1 Coríntios 9:21); a coroa da alegria, para os [evangelistas] que impactaram vidas de modo que estas receberam Cristo como Salvador; (1 Tessalonicenses 2:19); a coroa da justiça para os crentes que amam a Sua vinda (2 Timóteo 4:8); a coroa da vida pelo amor a Cristo e a perseverança nas tribulações (Tiago 1:12; conf. Apoc. 2:10); dada aos vencedores em Esmirna, por terem sido fieis até a morte; a cora da glória para os pastores fieis (1 Pedro 5:4). Os anjos não usam coroas, mas os crentes podem e vão usá-las.

A tripla descrição dos vinte e quatro anciãos, assentados, vestidos e coroados, trata da identidade do povo redimido, principalmente dos crentes nesta era da igreja.

O problema de tradução do texto, dentro do contexto do louvor dos anciãos, deve ser observado (Apoc. 5:9-10). Eles cantam: ”Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”.

Notem a primeira pessoa do plural aqui usada no pronome “nosso”. A versão BKJ e a NBKJ se embasam no texto grego (Textus Receptus), mostrando que os anciãos estão louvando a Deus pela sua própria salvação. Já a NVI (embasada no texto crítico) usa o pronome na terceira pessoa do plural... [“DELES”]

Como essas versões vieram depois da versão original, a VA 1611 King James, que contém a primeira pessoa, é mais confiável. As pessoas, antes de 1611, viam os anciãos como pessoas redimidas. Consequentemente, os críticos da posição pré-trib não podem afirmar que os proponentes do arrebatamento pré-trib tenham imposto sua visão dispensacionalista sobre esta passagem. Os anjos contrastam com os anciãos. Eles cantam uma canção de louvor a Cristo, sem referência alguma à sua redenção ou à salvação de outrem. Se os anciãos são anjos, então não haveria motivo para esta canção. A segunda canção e o contraste entre os anciãos e os anjos sugerem que os anciãos são homens.

O termo “ancião” (presbítero) jamais é usado na Bíblia com referência aos anjos. Esta palavra denota maturidade e crescimento. Ela é o oposto de “jovem” (1 Timóteo 5:12). Como aos anjos poderiam ser chamados anciãos, quando todos eles foram criados ao mesmo tempo? Em outras palavras, têm a mesma idade? Ao contrário, os anciãos da igreja local devem ser homens com experiência espiritual (1 Timóteo 3:1-7). Quando Paulo convocou os anciãos de Éfeso a Mileto, estes vieram como líderes oficiais e representantes de todos os crentes em Éfeso. 

A explicação plausível sobre os vinte quatro anciãos é que eles representam um grupo de pessoas redimidas. E quem são essas pessoas? Visto como os crentes do período do Velho Testamento não serão ressuscitados antes da volta de Cristo à Terra (Daniel 12:1-3; Apoc. 20:4-6), os vinte e quatro anciãos representam, mais do que claramente, os redimidos da igreja.

Os habitantes do Céu - A besta, o grande líder político-militar do fim dos tempos, abrirá sua boca em blasfêmias: “E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu”.  (Apoc. 13:6). Quem são os habitantes do Céu? São os contrastados com os habitantes da Terra (Apoc. 12:12; 13:8,14). Os habitantes da Terra são os humanos não salvos, portanto os habitantes do Céu são os humanos salvos. O verbo “habitar” é a mesma palavra grega para a “encarnação” de Jesus Cristo (João 1:14). Uma palavra idêntica é usada para o corpo físico dos crentes, que é a palavra “tabernáculo” (2 Coríntios 5:1, 4). O verbo “habitar” ou a palavra “tabernáculo” nunca é usada referindo-se às atividades dos corpos do anjos.

No texto crítico grego, a frase “os que habitam no Céu” está em oposição ao “Seu tabernáculo” (tendo sido omitida a preposição “em”) Isto sugere que os que habitam no Céu, como o tabernáculo de Deus, formam um grupo específico, com ninguém a ser acrescentado. E se é assim, a descrição melhor se adapta à igreja arrebatada, visto como mais pessoas serão salvas, na segunda metade do período de sete aos.

 A experiência de João - A experiência de João deveria ser equiparada ao arrebatamento da igreja. João escreveu: “Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apoc. 4:1). Alguns dizem que este evento mostra o cumprimento da principal predição sobre o arrebatamento (1 Tessalonicenses 4:13-19), conforme a antiga versão da Bíblia Scofield (p. 1334). Outros vêem a experiência do apóstolo como uma apresentação simbólica da trasladação da igreja (Nova Bíblia Scofield, p. 1356).

Existem semelhanças: a voz e a trombeta.  Contudo, as diferenças nas duas narrativas são bem maiores. No arrebatamento, os crentes ouvirão a voz do arcanjo, enquanto João escuta a voz de Cristo (Apoc. 4:1, conf. 1:10). Não há menção de Cristo descendo do Céu, quando João é para ali arrebatado. Não há menção de um encontro nos ares, entre o Céu e a Terra. Não há mudança permanente no corpo de João. A experiência de João se assemelha à de Paulo na 2 Coríntios 12:1-7, e à de Felipe, em Atos 8:39.

Os castiçais e as lâmpadas – Os castiçais individuais, representando as sete igrejas (Apocalipse 1:12,20), não devem ser igualados às sete lâmpadas de fogo queimando diante do trono (Apoc. 4:5). Hal Lindsey clamou que o movimento das lâmpadas desde a terra até o céu era evidência da remoção da igreja para o céu um instante antes de começar o derramamento do julgamento de Deus (There's a New World Coming, p. 86) [posição chamada de arrebatamento meio- da- tribulação, ou mid-trib, ou pré-ira].  No entanto, há uma diferença entre as palavras do grego que foram traduzidas como "castiçal" (luchnid 1:12,20) e como "lâmpadas" (lampades; 4:5). Assim, elas não podem ser vistas como iguais símbolos para a igreja. Se assim pudessem ser vistas, então por que João iria usar uma palavra diferente? Além disso, sendo as “lâmpadas” definidas como “os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:5), a chamada equiparação dos castiçais com as lâmpadas não deveria ser usada como uma prova para um arrebatamento mid-trib ou pré-ira.

A proeminência de Israel - Israel e o programa da aliança de Deus com Israel são o foco central dos sete anos que antecedem a volta de Jesus Cristo. Esta ênfase é responsável pelo silêncio   de qualquer referência à igreja, na Terra, nesse tempo. Quando João foi para o Céu, primeiro ele viu o trono de Deus o Pai (Apoc. 4:2); em seguida, ele deu esta simbólica descrição de Deus: “E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda” (verso 3). Por que o próprio Deus revelou- Se desta maneira? Existe a indicação de duas pedras (o jaspe e o sárdio). São as mesmas pedras usadas na descrição das duas pedras nas ombreiras do éfode do sumo sacerdote de Israel (Êxodo 28:17-21). O éfode continha doze pedras, uma para cada tribo de Israel. Elas estavam dispostas em quatro fileiras de três pedras cada uma. O sárdio era a primeira pedra na primeira fileira, representando Ruben, o mais velho dos doze filhos de Jacó. O jasper era a última pedra na última fileira, representando Benjamim, o mais novo dos doze filhos de Jacó.

Estas duas pedras, na descrição divina, podem representar a relação de Deus com o Seu povo escolhido, a nação de Israel. O aparecimento do arco-íris também substancia a relação da aliança divina com a integridade da palavra empenhada por Deus. Então, estes capítulos chaves (4-19) tratam, claramente, da relação de Deus com o povo de Israel, na Terra. A intercalação da era da igreja terminou e Deus vai completar o Seu programa com Israel, através do cumprimento da 70ª. semana de Daniel (Daniel 9:24-27). O foco foi retirado da igreja (Apoc. 1-3) para Israel (Apoc. 4-19). [N.T. - Que os dominionistas aprendam, finalmente, que a Israel não está terminada e que a igreja não a substituiu e não herdará as promessas feitas a Israel]

Quando Jesus Cristo segurou o rolo selado com sete selos, Ele foi descrito como “O Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos”. (Apoc. 5:5). Esta descrição está embasada em duas passagens do Velho Testamento referentes ao Messias de Israel. [N.T. - a ignorância bíblica de alguns segmentos pentecostais, inclusive de uma igreja batista “avivada”, aqui em Teresópolis (RJ), apresenta como o seu símbolo um leão com os dizeres: “Este é o leão da tribo de Judá”. Pelo visto, o pastor desta igreja é um judaizante, o que Paulo condena veementemente, na Carta aos Gálatas]. Jacó informou os seus filhos sobre o que iria acontecer-lhes, nos últimos dias (Gênesis 49:1). Com referência a Judá, ele disse: “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos”.  (Gênesis 49:8-10).

Na segunda passagem, Deus deu a Israel a promessa de um reinado futuro com o Messias: “Peso do vale da visão. Que tens agora, pois que com todos os teus subiste aos telhados? Tu, cheia de clamores, cidade turbulenta, cidade alegre, os teus mortos não foram mortos à espada, nem morreram na guerra. ... Também contastes as casas de Jerusalém, e derrubastes as casas, para fortalecer os muros”.

O rolo de sete selos simboliza o direito do Rei de Israel de governar a Terra. O conteúdo do rolo mostra o que vai acontecer durante os sete anos, antes da volta de Jesus Cristo à Terra. (Apoc. 4-19). O exclusivo direito de Jesus Cristo ao rolo é visto como a sua relação com Israel, mais do que com a igreja. Ele é a cabeça do Seu corpo, a igreja (Efésios 1:22-23), mas esta descrição não aparece aqui.


Um grupo importante na 70ª semana de Daniel é o dos 144.000 servos de Deus selados (Apoc. 7:3-4 e 14:1-5), todos eles pertencentes às tribos dos filhos de Israel, ou seja, Judá, Ruben, Gade, Aser, Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Isaacar, Zebulon, José (Efraim) e Benjamim. (Apoc. 7:5-8). Esta passagem confirma a presença de Israel como sendo uma entidade nacional, étnica na terra, bem como suas divisões tribais, naquele tempo. [N.T. - E os árabes querendo negar tudo isso, com a ajuda dos incrédulos e da mídia, a serviço do “pai de mentira”.]

Mounce, que mantém uma visão pós-trib sobre o arrebatamento, afirma que dez das doze tribos desapareceram, na conquista do Reino do Norte de Israel,  feita pela Assíria, em 722 a .C., e que as outras duas perderam sua identidade, quando Roma invadiu e destruiu Jerusalém, no Ano 70 d.C. Mounce nega a literalidade do número  e dos nomes (The Book of Revelation, p. 168). Mesmo assim, Ana é identificada como um membro da tribo de Aser, durante a infância de Jesus (Lucas 2:36). E se Judá não é literal no Apoc. 7:5, como pode ser no Apoc. 5:5? A explicação melhor é que Deus estará usando Israel, em vez da igreja, para servi-Lo, durante os sete anos que antecedem a volta de Jesus Cristo à Terra.

A segunda metade do  período de sete anos deve começar com a expulsão de Satanás do Céu para a Terra e sua perseguição à mulher (Apoc. 23:11-17). Quem é esta mulher? Ela tem sido vista como sendo Maria (a mãe de Jesus) [errado], ou as igrejas do Novo Testamento [errado], ou Israel [certo].

João viu esta grande descrição: “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”. A menção do sol e da lua sob os seus pés e das onze estrelas deveria levar-nos de volta ao sonho de José “E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim. E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? (Gênesis 37:9-10). José entendeu o significado do seu sonho. Na sua interpretação, Jacó é o sol; Lia ou Raquel, a lua; e os doze filhos de Jacó são as estrelas. A mulher (Israel) esteve presente no nascimento de Jesus (Apocalipse 12:5) e sempre estará presente, nos 1.260 dias, antes de Sua volta à Terra. (Apocalipse 12:6, 13,-17). Quando se usa a lei da referência anterior [“o significado de uma palavra, na Bíblia, é sempre o significado que tem em sua primeira menção”],  como um princípio de interpretação, entende-se perfeitamente que somente a nação de Israel é qualificada para ser a mulher. Esta posição encontra apoio no Velho Testamento (Gênesis 37:9-10), na realidade histórica do tempo em que Cristo nasceu e na promessa divina de uma nação de Israel restaurada e regenerada.

Onde está a igreja no Apoc. 4-19? Uma investigação minuciosa nestes capítulos vai mostrar que a igreja estará no Céu com Jesus Cristo. Quando ela será arrebatada por Ele? Exatamente antes do início da Tribulação, ou seja, dos acontecimentos narrados no Apoc. 4-19.
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"Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre." (Jd 1:25.) 

Pof Abdias Barreto
https://www.facebook.com/centro.apologetico 
E-mail: abdiasbarreto@gmail.com 
Cel - 85.98857-5757. — em Fortaleza-Ce.
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