quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A INSPIRAÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA



A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS.
Definição, características e relações
Desde há muito tempo, as Sagradas Escrituras tem sido alvo de milhares de questionamentos a cerca de sua inspiração, bem como de sua validade e autoridade. 
A grande pergunta que persiste ao longo dos séculos é: a bíblia é ou não é a Palavra de Deus? 
Neste estudo iremos aprender como se deu a inspiração bíblica, bem como sua definição, característica e relações, veremos também algumas teorias e correntes de pensamentos teológicos a cerca do assunto.

Etimologia e Conceito

Inspiração vem da palavra grega theópneystos, que significa soprado por Deus. 
Como conceito teológico, essa palavra diz respeito à intervenção divina no processo de transmissão escrita da vontade de Deus, conferindo aos textos sagrados o ar de sobrenaturalidade que lhes são peculiares.
É, portanto, o ato do Espírito Santo de usar o escritor sagrado, divinamente escolhido, para que este transcreva a mensagem do Senhor.
As características fundamentais da inspiração
Três características fundamentais são apresentadas como marca digital nos textos inspirados, são eles: a fonte divina, o ser humano como instrumento e a autoridade que repousa no texto original.
1 – Fonte divina
Deus é a fonte. A Bíblia tem como fonte Deus, é Ele que por intermédio dos patriarcas, profetas e discípulos, falou aos homens. Ele é a origem.
2 – O ser humano
Foi o canal de transmissão na qual Deus escolheu. Deus como ser supremo e ordeiro, respeitou o seu canal de transmissão, Ele não violentou a consciência do homem, mas considerou a experiência, sabedoria, vocabulário e estilo literário de cada escritor.
3 – A autoridade do texto
Se a fonte do texto é Deus, e se por intermédio dos escritores, homens inspirados pelo Espírito Santo, podemos concluir que o texto detém autoridade diante de questões doutrinárias e éticas, são aptas para conduzir o homem para um relacionamento digno com Deus.
O texto, portanto, detém a autoridade e não o escritor.
Inspiração e revelação
Inspiração e revelação são coisas distintas. 
Inspirar quer dizer o ato de Deus conduzir o escritor para que este registre de maneira inerrante as verdades de Deus. 
Revelar é o ato na qual Deus utiliza para se desvendar-se a Si mesmo diante dos homens através de sua Palavra escrita.
Inspiração e Iluminação
Inspiração e iluminação estão estritamente ligadas. Iluminação é a capacidade que Deus nos concede de entender e compreender Sua Palavra. Vale lembrar que este conceito está ligado a outras duas situações distintas dessa, veja uma delas: 
1 – Percepção profunda da religiosidade de sua época, iluminação essa que dava condições para compreenderem o que Deus desejava que fosse escrito.
Inspiração e o propósito da revelação
“... que todos os homens se salvem, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (I Tm 2.4).
Teorias que tentam divergir da inspiração das Sagradas Escrituras
Teoria da Acomodação
Acomodar o texto sagrado aos acontecimentos do dia a dia. 
Teoria da Contradição
Essa teoria diz que a Bíblia não é inspirada, pois há nela afirmativas que se contradizem. Todavia, vemos que estes supostos erros são, em sua grande maioria, erros de interpretação.
Teoria da Ignorância
A Bíblia, em nenhum momento esconde a condição cultural e intelectual dos escritores sagrados.
Segundo os proponentes dessa teoria, a inspiração e a inerrância são um paradoxo.
Pois, se os escritores sagrados são, em sua maioria, iletrados, seria impossível redigirem textos isentos de erros.
Teoria do Conflito
Afirmam que, de um lado temos o Senhor Jesus, conhecedor profundo dos mistérios de Deus e magistralmente além do Seu tempo, e, do outro, os apóstolos e discípulos, mergulhados na ignorância e tendentes as errôneas tradições dos judeus. 
Concluem, então que, os autores da Bíblia, à exceção de Jesus, não poderiam redigir textos isentos de erros, uma vez que eles estavam propensos aos mesmos.
Inspiração: particularidades e provas
Sabemos que os manuscritos que temos hoje são cópias de cópias, haja vista que os originais se perderam durante os séculos. Todavia os escribas – indivíduos que copiavam o texto dos originais – exerceram de forma séria e ortodoxa a execução das cópias.
Inspiração dos autógrafos e cópias
A descoberta dos manuscritos do mar morto é, indubitavelmente, uma prova cabal a cerca da confiabilidade das cópias das Sagradas Escrituras. 
Em 1947, nas montanhas de Qumran, nas proximidades de Jericó, foram encontrados vários manuscritos que confirmam que as cópias atuais são de procedência confiável.
Para se ter uma noção, dos vários manuscritos encontrados ali, o livro de Isaías – encontrado por inteiro – é igual ao que temos hoje, contendo apenas 17 letras diferentes da nossa Bíblia atual. Sendo que essas 17 letras não influem no texto de um modo geral.
Fidelidade do conteúdo 
Os copistas desenvolveram técnicas a fim de prezarem cada vez mais pela fidelidade do conteúdo dos originais. Contavam as palavras copiadas, as letras, objetivando a integridade das cópias. Entretanto, surgiram ao longo desses processos erros não intencionais.
Os erros de transcrição
Apesar do cuidado dos copistas, no decorrer do tempo foram surgindo erros nas copas.
São erros pontuais e não intencionais. Estes não prejudicam de modo grave o texto Sagrado. São eles resultados dos longos períodos de transcrição que tinham que fazer.
Exemplo: I Reis 4.26 e II Crônicas 9.25. Qual o verdadeiro 4 mil ou 40 mil?
O erro era proveniente de três motivos: primeiro, ilegibilidade de alguns textos devido ao tempo, palavras ortograficamente mal escritas ou distração dos copistas.
Mediante isso, podemos perguntar: as cópias também são inspiradas? A resposta é clara e objetiva. Não! A inspiração sobrenatural do Espírito Santo de Deus operou-se apenas nos originais. Ou seja, somente nos autógrafos que a inerrância é plena. As cópias dependem de sua fidelidade aos originais. Se a cópia for fiel ao texto original, então temos o que chamamos de inspiração reflexiva, ou seja, inspiração que é refletida pela fidelidade ao texto original – que é o inspirado autêntico. 
A Bíblia e o testemunho de Si mesma 
São chamadas de evidências internas, pois são evidências que estão dentro da Bíblia.
II Tm 3.16; II Pe 1.21.
Provas da inspiração Bíblica
As declarações que a própria Palavra faz de Si mesma é, inquestionavelmente, coesa.
Ambos os testamentos reivindicam a autoridade máxima. “Assim diz o Senhor”; “e disse Deus”; “os mandamentos de Deus”; “nas palavras que o Espírito ensina”.
As afirmações feitas por Jesus constituem-se também uma forte prova da inspiração e autoridade da Bíblia. Portanto, acreditar em Jesus e questionar a Bíblia é ilógico e inadmissível. Mateus 5.17 e 18.
A profecia Bíblica é, nos dias atuais, a maior arma dos defensores da Palavra de Deus. Pois esta se constitui uma grande base, haja vista a exatidão do cumprimento e a capacidade de prever o futuro. Concluímos então que devemos estudar a fundo as profecias.
Existem também as evidências externas, que são aquelas que buscam comprovar a autoridade bíblica nos meios mais diversos, como por exemplo, a arqueologia. Vários achados arqueológicos estão comprovando as Sagradas Escrituras
A História da Igreja também comprova a inspiração bíblica. Teólogos e filósofos do século I d.C. confiaram na inspiração da Palavra.
Inspiração do Antigo Testamento
Os profetas eram muitíssimos respeitados, como foram eles, em sua maioria que escreveram o Antigo Testamento, compreende-se que escreviam sob autoridade e inspiração do Espírito Santo. Essa é única explicação para os milagres que eles operavam por intermédio de Deus. Os ministérios desses profetas idôneos estavam e estão acima de qualquer dúvida.
Os profetas e a rede seqüencial redativa
Esses profetas escreviam como que fazendo parte de uma espécie de rede seqüencial redativa, ou seja, cada um deles dava continuidade à redação feita pelo seu antecessor imediato.
A inspiração do Novo Testamento
Acredita-se que a inspiração do Novo Testamento, esteja profundamente ligada a poderosa transformação no dia de Pentecostes. Pois, sob a graça do Espírito Santo, os autores escreveram aquilo que Deus gostaria que eles escrevessem.
A igreja e as evidências da inspiração do Novo Testamento
As comunidades cristãs primitivas encaravam os textos do Novo Testamento como sendo de plena inspiração e autoridade.
Os pais apostólicos e as evidências da inspiração do Novo Testamento
A maneira como os pais apostólicos encaravam e tratavam o texto também comprava a inspiração bíblica. E com o elo ininterrupto entre os apóstolos do Novo Testamento e outras gerações, tem-se uma grande base para essa aceitação.
Inspiração bíblica e as diversas teorias
Existem três grandes movimentos teológicos que versam sobre vários assuntos. São eles: o ortodoxo, o modernista ou liberal e o neo-ortodoxo.
O movimento ortodoxo
Teve início nos primórdios da igreja, surgiu para combater a oposição imposta pela religião judaica e os diversos movimentos heréticos.
Esse movimento defende que a Bíblia é a Palavra de Deus e plenamente inspirada. Sendo ela a fonte primordial para nossas vidas. Acreditam eles que a Bíblia é verdadeira e fiel a tudo quanto diz.
Período patrístico: quando a filosofia na Idade Média era desempenhada por padres que buscavam na filosofia meios de salvar almas pelo apelo da razão.
Período escolástico: Após a influência dos bárbaros na cultura do império Romano, Carlos Magno resolveu, em parceria com a Igreja Católica, contratar padres para lecionar matérias para resgatar a cultura novamente.
O movimento liberal ou modernista
Surgiu no século XVIII, mas ganhou força no século XIX. Com pressupostos anseios de modernizar algumas doutrinas obsoletas do movimento ortodoxo, o liberalismo teológico concretizou-se como uma grande praga. Alegando que a Bíblia não é plenamente inspirada, e que também não é a Palavra de Deus, mas há contem. Acreditavam que a Bíblia tinha muita influência dos mitos e lendas judaicas. Segundo esse movimento, a Bíblia só não contém erro nos assuntos ligados a salvação, entretanto, em outras partes “secundárias” elas contem erros.
O movimento neo-ortodoxo
O movimento neo-ortodoxo surgiu no século XX para rebater os erros do liberalismo, resgatar e impor mais severamente as doutrinas ortodoxas. São proponentes dessa corrente teológica Karl Barth, Rudolf Bultmann e etc..
Acreditam que a Bíblia é inspirada a partir do momento que o homem busca se aproximar de Deus.
Demitizante: teoria desenvolvida pelo teólogo existencialista Rudolf Bultmann, que diz que a Bíblia por conter muitas influências de mitos e lendas, devia ser demitizada, ou seja, deveria ser despojada desses equívocos para ser inspirada.
Encontro pessoal: teoria desenvolvida por Karl Barth, dizia que a Bíblia é a Palavra de Deus à medida que o leitor tenha um reencontro com o Sagrado, que está registrado na Bíblia.
* Existencialismo: doutrina que dá ênfase na existência do homem e não em sua essência. Prioriza os viver aqui e desfrutar bem, do que com questões metafísicas, ou seja, transcendentes, como por exemplo, a alma.
Falsas teorias a cerca da inspiração bíblica
Existem várias teorias que tentam explicar como se deu a inspiração das Sagradas Letras, vejamos algumas:
Teoria da inspiração natural
Ensina que a Bíblia foi escrita por homens dotados de gênio e força intelectuais especiais como Sócrates, Camões, Rui Barbosa. Esta teoria nega o sobrenatural de Deus.
Teoria da inspiração comum
Ensina que a inspiração é a mesma de hoje, que nos vem quando oramos, ensinamos e pregamos. 
Essa teoria peca no sentido de equiparar a inspiração normal a inspiração bíblica. Pois, a inspiração que o Espírito nos concede hoje é dada conforme a medida de busca de cada crente, ao posso que a inspiração bíblica não admite essa inspiração gradual. A da Bíblia era temporária.
Teoria da inspiração parcial
Ensina que algumas partes da Bíblia são inspiradas outras não. 
Teoria do ditado verbal
Ensina que a inspiração é somente quanto às palavras, ou seja, o escritor não tinha espaço para seu estilo. Essa teoria encara a inspiração como sendo um ato mecanizado, pois esta teoria faz com que os escritores fossem verdadeiras máquinas que escreveram sem qualquer noção.
Teoria da inspiração das idéias
Diz que Deus inspirou as idéias, mas não as palavras. Ora, o que é palavra senão a expressão do pensamento?! Ninguém pode separar idéia de pensamento. Estão intrinsecamente ligadas.
A teoria da inspiração plenária 
Essa teoria baseia-se em dois fundamentos: a verbalidade e a totalidade.
Verbalidade no sentido de que é por pensamento e palavra. 
Totalidade no sentido de que é em sua plenitude, de Gênesis a Apocalipse, em todas as páginas e em todos os assuntos. Encaramos essa teoria como a verdadeira. 
Acreditamos que em todos os assuntos, sejam eles históricos, científicos, geográficos e etc. a Bíblia é a palavra certa e verdadeira.
Nessa teoria entendemos que a consciência de cada escritor foi preservada, bem como seus conhecimentos e estilo. 
Essa teoria deixa clara que após a finalização do último livro da Bíblia, encerrou-se a inspiração sobrenatural, ou seja, nenhum escritor tornou-se super santo, compreende-se que após a inspiração sobrenatural eles voltaram a ser como eram antes, sujeito aos erros como todos os homens. Já mencionamos que a infalibilidade não se encontrava nos escritores, mas sim no texto.

Livro Introdução Bíblica - IBAD.


"Quando DEUS trabalha O HOMEM muda!" 
Prof. Abdias Barreto. 
Contatos: (85).8857-5757. 
profabdias@gmail.com

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A MENSAGEM DO PROFETA JOEL

JOEL A MENSAGEM DA SECA
Joel morava na santa terra de Israel, terra da promissão, terra que mana leite e mel. Tudo indicava que Deus queria colocar naquela parcela de terra privilegiada uma variedade exuberante de frutas, de cereais e de legumes. Em toda a superfície do mundo seria difícil descobrir uma região, tão pequena como a de Israel, em que houvesse tanta diversidade climática. Eram cultivadas frutas tropicais na região do vale do Jordão, enquanto todo o litoral gozava de um clima mediterrâneo ideal que favorecia o cultivo altamente lucrativo da laranja, do pomelo e de outras frutas. Mais ao norte, perto da Galiléia, o vale de Esdraelom produzia uma abundância farta de cereais e comestíveis de toda espécie para as feiras das cidades.
Como crente em Javé, Joel atribuía sempre ao Senhor esta riqueza maravilhosa. Por ser a terra do Senhor, era natural esperar que ela produzisse como nenhuma outra. A bênção de Deus deveria cair sobre a terra banhada tanto de suor israelita como de preces piedosas.
Joel percebia a relação íntima entre a vida espiritual e a prosperidade material em Israel. É verdade que nem sempre é assim, como a história do justo patriarca Jó e seus sofrimentos nos ensina, mas, em geral, quem serve ao Senhor fielmente prospera materialmente. Joel sabia que a história do seu povo exemplificava o
princípio, uma história que concorda com o ensino fundamental enunciado no famoso discurso final de Moisés:
"Se ouvires a voz do Senhor teu Deus, bendito serás ... Será, porém, se não deres ouvido à voz do Senhor, maldito serás no campo. Maldito o teu cesto e a tua amassadeira . . . Os teus céus sobre a tua cabeça serão de bronze e a terra debaixo de ti será de ferro." (Dt 28.15-23)
Joel amava ao Senhor, e tentava viver de maneira a receber as prometidas bênçãos para os fiéis, evitando qualquer desvio do caminho da verdade que acarretasse a maldição divina.
Acordou Joel numa madrugada de verão com o zumbir de um inseto. Levantando-se da cama, descobriu que quem perturbava o seu sono era um gafanhoto num hibisco, fora da janela. Com um rápido gesto da mão, Joel afugentou-o e foi deitar-se novamente. Momentos depois ouviu o mesmo som irritante, mas desta vez muito mais agudo. Voltando à janela, espantou-se ao observar o que parecia ser uma espessa nuvem negra no céu azulado. De relance, entendeu Joel que era uma nuvem de gafanhotos. Não perdeu tempo em acordar todos da casa, reconhecendo que estava em perigo iminente toda a plantação da fazenda. Em poucos minutos, os insetos vorazes esconderam a luz do sol pela densidade incrível de milhões de corpinhos em voo. Em desespero, os agricultores chamaram homens, mulheres e crianças para tentarem afugentar o exército inumerável de gafanhotos. As mandíbulas minúsculas dos insetos devoraram metodicamente cada folha de cada planta, de cada árvore. No momento em que a invasão atingiu a sua força máxima, o som da mastigação de milhões de insetos se assemelhou ao de um motor de usina. Em vão os habitantes horrorizados tentaram salvar as plantações, mas inexoravelmente o exército de gafanhotos digeriu incólume a inteira safra da região, deixando apenas os tristes esqueletos de árvores, de arbustos, de vides e de hortaliças. Passado o flagelo destruidor, a negra fome deu na vista dos agricultores desesperados. Joel contemplou a destruição total da fonte de renda, e finalmente o horror da situação provocou nele uma indagação religiosa. Por que aconteceu tamanho desastre? Por que Deus permitiu que isto acontecesse? Qual o significado do acontecimento? Joel convidou todos os habitantes da terra a que refletissem
sobre o desastre:
"Ouvi isto, vós, velhos, e escutai, todos os habitantes da terra . . . Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes a outra geração." (1.3, 4)
Joel não deixou o sinistro roubar-lhe a fé. Tentou desvendar a razão por que Deus permitiu que o seu povo sofresse tanto prejuízo. E o fruto das suas cogitações foi conservado para toda a posteridade no livrinho que leva o seu nome. No Oriente Médio o flagelo do gafanhoto não era novidade. O que impressionou Joel foi o fato de gafanhotos de diferentes tamanhos e espécies chegarem juntos como em aliança maldita:
"O que deixou o gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto destruidor." (1.4)
O camponês Joel reconheceu quatro novidades de bicho na armada aérea que aniquilara a fazenda. Nunca houve caso parecido na História. A perda total da safra causou o maior desespero em toda a região aflita. No entanto, na sua desolação profunda, alguns se lembraram com otimismo das próximas chuvas de verão. A natureza sempre procura recuperar o seu aspecto verdejante. Os que nutriam esta esperança profetizavam a chegada, quer cedo quer tarde, das chuvas estivais, que anualmente irrigavam a região.
Joel contemplou a vide desfolhada no quintal, e a figueira desnuda, que pareciam silhuetas implorando algumas gotas vivificadoras dum céu de bronze.
"Fez da minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos." (1.7)
Os camponeses aguardaram estoicamente as chuvas. Paulatinamente os dias se tornaram semanas. A terra requeimada rachou-se sob o calor do sol impiedoso. O gado morria nos campos. O povo começou a arrumar as malas, em demanda de qualquer lugar que tivesse escapado do flagelo duplo dos gafanhotos e da seca. Mas as chuvas aneladas não chegavam.
"Também todos os animais do campo bramam suspirantes por ti; porque os
rios se secaram e o fogo devorou os pastos." (1.20)
Como judeu piedoso, acostumado a dar o dízimo da safra do Senhor, Joel não estava em condições de trazer as tradicionais ofertas de manjares à casa do Senhor  em Jerusalém. Por conseguinte, os sacerdotes e ministros iriam passar fome, e as solenidades exigidas pela santa lei não seriam mais observadas. Por isso Joel exclamou tristemente:
Uivai, ministros do altar! . . . Passai a noite vestidos de sacos; porque da casa do vosso Deus foram cortadas a oferta de manjares e a libação." (1.13)
Nesta situação crítica, Joel pediu que se anunciasse um santo jejum e oração (1.14). Tanto no Velho como no Novo Testamento, a Bíblia recomenda o jejum como indicação da sinceridade inegável de quem oferece sua prece ao Senhor. Quem jejua afirma tacitamente que a resposta divina à oração é mais importante que o sustento do corpo. É a subordinação do físico ao espiritual, que caracteriza todos os gigantes da fé. Moisés e Jesus jejuaram durante quarenta dias. O apóstolo Paulo jejuava regularmente. O século XX, século do materialismo, já convenceu a igreja da atualidade que o jejum não é para os nossos dias. Ela depende mais de campanha financeira e de organização para evangelizar o mundo do que de jejum e oração. Às vezes, só uma calamidade de enormes proporções, como a do tempo de Joel, convence o homem a orar e jejuar. Pela oração e jejum o profeta conseguiu adivinhar o enigma do porquê da devastação da terra do Senhor. Joel esperou no Senhor, e recebeu uma visão que o esclareceu acerca do desastre. A desolação que o Senhor permitira na sua terra da promissão representava algo mais cósmico, que haveria de ocorrer no fim dos tempos. Simbolizava os acontecimentos estarrecedores do Dia do Senhor! A descida dos gafanhotos sobre uma pequena região da Palestina dá uma pálida idéia do que será a destruição quando o Senhor vier na sua glória como o Juiz do mundo! O vidente começou a entender o porquê da perda da safra e, acrisolada a sua alma no sofrimento, recebeu uma mensagem para todo o mundo.
"Perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, já está próximo, dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão!" (2.1, 2)
Na visão, Joel percebeu que a multidão dos gafanhotos representava um exército invencível com todos os seus aparelhos de guerra, destruindo tudo à sua frente.
"Diante dele a terra é como o jardim de Éden, mas atrás dele um deserto assolado. Nada lhe escapa". (2.3)
O Dia do Senhor será um dia de juízo, e não de alegrias. Em Israel, o povo de Deus esqueceu-se deste aspecto da verdade. Era praxe falar do Dia do Senhor, como dia em que o povo do Senhor seria vitorioso. Esta interpretação triunfalista é popular na igreja de hoje. Esquece-se de que "nosso Deus é fogo consumidor" (Romanos 12.29). Não se preocupa com a revelação solene de Paulo quando diz: "todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito no corpo" (2 Co 5.10). Quem aceita Cristo é salvo da perdição eterna, e não entrará em condenação Não irá para o inferno. Mas ao mesmo tempo, deve-se reconhecer que haverá um julgamento do povo de Deus no Dia do Senhor. Falando daquele dia, Pedro afirma que "a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4.17). Assim como todos os profetas e apóstolos, Joel aprendeu que Deus julgará o
seu povo. Portanto exclamou:  
"Sim, grande é o dia do SENHOR, e mui terrível! Quem o poderá suportar?" (2.11)
À luz desta revelação, Joel conclamou o povo a se arrepender e a se converter:
"Ainda assim, agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e pranto." (2.12)
Não era suficiente ser povo do Senhor. Não bastava morar na terra santa. Era necessária a conversão integral ao Senhor. Os apelos à conversão na Bíblia se dirigem quase que exclusivamente ao povo de Deus! A genuína conversão significa a aceitação plena da vontade de Deus. É imprescindível manter,a atitude de constante obediência ao Senhor. Destarte, a conversão se renova a cada dia. Há pessoas que se dizem convertidas ao Senhor, mas cujas vidas não mostram evidência prática de submissão a Cristo. Se elas continuam na desobediência, há a possibilidade de nunca terem sido salvas, pois a condição para a salvação é a obediência a Cristo como Senhor. Por esta razão, as Escrituras repetem o convite impreterível: convertei-vos! Não é chocante ler no evangelho as palavras de Jesus ao apóstolo Pedro, depois de três anos de apostolado?: "Quando te converteres, fortalece os teus irmãos." (Lucas 22.32)
Joel entendeu que a desastrosa visita dos gafanhotos prefigurava algo pior ainda, a invasão dum exército inimigo. É "o exército que vem do norte" (2.20), estrondeando como carros. Tão vivida é a descrição da incursão militar, que se aplica perfeitamente ao método do blitzkrieg nazista com tanques, canhões blindados e todo o aparelhamento bélico dos nossos dias.
"Cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros. Cada um segue o seu rumo; arremetem contra lanças, e não se detêm no seu caminho. Assaltam a cidade, correm pelos muros, sobem às casas; pelas janelas entram como ladrão. Diante deles treme a terra e os céus se abalam." (2.7-10)
Não se sabe em que época viveu Joel. O texto não revela o contexto da época. Possivelmente o profeta exerceu o seu ministério antes da invasão assíria que findou a história do reino de Israel em 722 a.C. Outros optam pelo período antes da queda de Jerusalém em 587 a.C, e neste caso "o exército que vem do norte"
seria o da Babilônia. Seja como for, o vidente inspirado enxergou além da calamidade militar, e perscrutou os segredos recônditos da futura história do povo de Deus. O dia chegará em que o Senhor restabelecerá o seu povo novamente na terra santa com todos os privilégios e bênçãos divinos.
"Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto . . . Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus . . .e o meu povo jamais será envergonhado." (2.25, 26)
O clarividente servo do Senhor reconheceu na promessa da chuva temporã e a seródia algo muito mais sublime do que a restauração da terra devastada pela seca. Para Joel as chuvas representam o derramamento torrencial do Espírito de Deus sobre a humanidade sequiosa. Num trecho luminoso, citado pelo apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, Joel prenunciou o glorioso dia em que o Espírito Santo encheria cada coração, dando-lhe sonhos e visões. Qual chuva no sertão em tempo de seca, assim o Espírito do Senhor irriga a alma sedenta do homem. Com Jesus, os céus se abrem para derreter a plenitude do Espírito sobre todo aquele que crê. Feliz o dia para toda a humanidade quando João Batista testemunhou, dizendo:
"Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele!" (João 1.32)
Cumpriu-se ao pé da letra a profecia de Joel, quando Jesus prometeu a todos:
"Quem crer em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem." (Jo 7.38,39)
Que maravilha inédita que um simples homem do campo profetizou comexatidão os acontecimentos dos séculos vindouros! Mais maravilhoso ainda é o fato de que vislumbrou fenômenos que acompanharão o desdobramento do drama humano, ainda futuro nos últimos decênios do século XX!
A promessa do dom do Espírito foi citada por Pedro em Atos 2.17. Incluiu na citação a profecia sobre os sinais e prodígios que acompanharão o Dia do Senhor:
"Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais em baixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor!" (Atos 2.19, 20)
Não há nenhuma indicação de que o sol se converteu em trevas, ou a lua em sangue, no dia de Pentecostes. Aquela parte da profecia de Joel não se cumpriu no tempo dos apóstolos, nem até hoje. Ainda são acontecimentos futuros. Serão os sinais da vinda de Cristo em poder e glória! Outro profeta, o santo apóstolo João, exilado em Patmos, escreveu anos depois do dia de Pentecostes, sobre a profecia de Joel!
"Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda como sangue." (Ap 6.12)
O Espírito de Deus revelou a Joel coisas que aconteceriam mais de vinte e cinco séculos depois! Certamente, o verdadeiro Autor dos livros da Bíblia é o mesmo Espírito de Deus, que inspirou homens santos que, segundo Pedro, "falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1.21).
O Dia do Senhor será terribilíssimo. Bem deve o homem pecador tremer com a vinda do Senhor da justiça e da glória. Mas Joel não deixou o homem atormentado pela expectativa da vinda do Juiz do mundo. Anunciou também o caminho da salvação! Pois Deus é amor, e quer o nosso bem, não desejando a morte do ímpio.
"E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo!" (2.32)
Como dizia Santo Agostinho a respeito dos dois testamentos da Bíblia: "O Novo está escondido no Velho, e o Velho explicado no Novo". E aqui, num pequen  livro dum profeta menor, se encontra o mais puro evangelho! Verdade citada séculos depois por Paulo (Romanos 10.13), continua sendo verdade. Basta invocar o nome do Senhor Jesus para ser salvo. Para invocá-lo, é preciso crer que ele ressuscitou de entre os mortos. Só assim se pode pedir com palavras a salvação gratuita que ele oferece na sua maravilhosa graça. Nos dias de Joel, como nos de Paulo, e também nos nossos, eis o único caminho da salvação!
O que começa como notícia de um desastre agrícoIa num quinhão da herança dos israelitas se torna um quadro em miniatura dos acontecimentos globais dos fins dos tempos. Inspirado novamente pelo Espírito de Deus, o vidente Joel ampliou a visão dada no capítulo 2. Rematando a sua mensagem de dimensões cósmicas ele passou a desofuscar mais o futuro remoto. Falou da gigantesca luta entre as nações, reunidas em redor da terra santa. Deus se vingará de todas as injustiças e atrocidades praticadas contra o seu povo (3.2-6). Será o tempo de guerra mundial, quando as nações forjarão espadas das reIhas de arado, e lanças das podadeiras (3.10). Somente depois do conflito global haverá paz na terra, a paz do Senhor presente para reinar! O profeta Isaías predissera o tempo da glória futura em termos exatamente opostos:
"Converterão as suas espadas em relhas de arados, e suas lanças em podadeiras." (Isaías 2.4)
O que parece ser contradição na Bíblia se explica pela compreensão da escatologia: primeiro o Armagedom, com a mobilização de todos os recursos para fins bélicos, e depois a vitória final do Senhor, quando a paz voltará à terra em permanência.
Desde o tempo de Joel, cada geração considera a possibilidade de estar próximo o fim do mundo. No ocaso do segundo milênio da era cristã existe, pela primeira vez na história da raça humana, a possibilidade real de aniquilar-se o homem. Os Estados Unidos possuem mais de 10.000 bombas nucleares. O bombardeiro americano B-52 é capaz de entregar quatro bombas nucleares, equivalentes a 7.385 bombas parecidas com a bomba A lançada sobre Hiroshima! A União Soviética fabrica uma bomba nuclear cada 36 horas. Com este potencial mortífero, essas duas superpotências são capazes de aniquilar toda a vida na terra
15 vezes. Estes fatos nos levam a pensar que a profecia de Joel não tardará a cumprir-se . . . Rematando a mensagem da última visão, Joel se projetou até o conflito fatídico do fim dos tempos: A possibilidade dessa guerra estourar leva o homem a refletir sobre o porquê da vida, da morte, e do além-túmulo. Morre o homem apenas como animal? Joel lhe deu a resposta.
"Sabereis que eu sou o SENHOR vosso Deus, que habito em Sião, meu santo monte!" (3.17)
A crise do fim do século XX não se resolverá nem pela política internacional,nem pelo progresso científico. O homem moderno precisa buscar a Deus, o Deus de Joel, o Deus da Bíblia. Por mais inteligente que seja, o homem não conseguiu ainda explicar sua própria razão-de-ser, mas conseguiu aumentar seu poder de tal forma que sua auto-destruição é uma possibilidade real. A dimensão espiritual abre-lhe novos horizontes, e o seu espírito, agriIhoado pelo materialismo, sobe finalmente nas asas da fé, para alcançar o mais alto zênite da espiritualidade, olhando para Jesus Cristo, o Senhor do universo. É este mesmo Senhor que o redime pela sua morte expiatória na cruz, ponto central do encontro entre o homem e Deus. O Espírito do Senhor inspirou Joel a salientar esta verdade básica na sua derradeira palavra profética:
"Eu expiarei o sangue dos que foram expiados." (3.21)
Abandonando teorias inadequadas para o encontro inevitável com a morte, aceitemos a única solução do problema humano, Jesus Cristo o Senhor e Salvador, que pela sua morte expiou o nosso pecado na cruz, e nos garantiu a vida eterna pela sua ressurreição.
"Multidões, multidões, no vale da decisão!" (3.14)


"Quando DEUS trabalha O HOMEM muda!" 
Prof. Abdias Barreto. 
Contatos: (85).8857-5757. 
profabdias@gmail.com

JOÁS REI DE JUDÁ

LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2012 -

Tema: Os Doze Profetas Menores - Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de CRISTO. Pr. Ezequias Soares
SUBSIDIO COMPLEMENTAR PARA A AULA - LIÇÃO 3.
"JOEL, O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO"
A U X I L I O - B I B L I O G R Á F I C O.
Subsídio Histórico
“ Joás , rei de Judá [...] O verdadeiro descendente de Davi assentou-se no trono, e reinou durante quarenta anos (83 5- 796). Visto que ele tinha apenas sete anos quando se tornou rei, ficou sob a tutela de jeoiada, o sumo sacerdote, cuja autoridade sobre o jovem monarca estendia-se ao ponto de escolher suas esposas (2 Cr 24.3). Os anos de apostasia sob Atália atingiram a vida religiosa da nação. Particularmente grave era o fato de o templo e os serviços sagrados haverem sido abandonados. Joás, já no princípio de seu reinado, decidiu reformar e restaurar a casa de Yahweh (2 Rs 12.2,5). Portanto, incumbiu os sacerdotes e levitas de saírem a todas as cidades e vilarejos de seu reino a fim de obter as ofertas
para a manutenção do templo. Embora o apelo resultasse no acúmulo de fundos, a obra tardou por alguma razão, e até o vigésimo terceiro ano de Joás (cerca de 814) não havia qualquer indício da obra. O rei Joás então ordenou ao sumo sacerdote Jeoiada que providenciasse a construção de um gazofilácio ao lado do grande altar, onde os sacerdotes depositariam as ofertas do povo. Um apelo foi feito por todo o reino para que trouxessem suas ofertas ao templo; e com alegria o povo ofertou. 
(MERR1L, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações.
6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp.384,86).


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"JOEL, O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO"

LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2012 -
Tema: Os Doze Profetas Menores - Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de CRISTO. Pr. Esequias Soares
SUBSIDIO COMPLEMENTAR PARA A AULA - LIÇÃO 3.
"JOEL, O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO"
A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO.
At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.”
É essencial que os crentes reconheçam a importância do ESPÍRITO SANTO no plano divino da redenção. Sem a presença do ESPÍRITO SANTO neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o ESPÍRITO SANTO, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o ESPÍRITO SANTO, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do ESPÍRITO SANTO.

A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO. Através da Bíblia, o ESPÍRITO SANTO é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O ESPÍRITO SANTO não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com JESUS (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo DEUS vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11, sobre a Trindade).
A OBRA DO ESPÍRITO SANTO. (1) A revelação do ESPÍRITO SANTO no AT. 
(2) A revelação do ESPÍRITO SANTO no NT. (a) O ESPÍRITO SANTO é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de JESUS (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de CRISTO (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em CRISTO, recebemos o ESPÍRITO SANTO (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4. (b) O ESPÍRITO SANTO é o agente da nossa santificação. Na conversão, o ESPÍRITO passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9; 1Co 6.19). Note algumas das coisas que o ESPÍRITO SANTO faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4; Gl 5.16,17; 2Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de DEUS (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a DEUS (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a DEUS (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de CRISTO, que O glorificam (Gl 5.22,23; 1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.13; 14.26; 1Co 2.10-16) e também nos revela JESUS e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-18; 16.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de DEUS (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.16; 1Ts 1.6). (c) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do ESPÍRITO SANTO relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do ESPÍRITO. Quando somos batizados no ESPÍRITO, recebemos poder para testemunhar de CRISTO e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre CRISTO (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de DEUS (1.8; 4.31) e a operar milagres (2.43; 3.2-8; 5.15; 6.8; 10.38). O plano de DEUS é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no ESPÍRITO SANTO (2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o ESPÍRITO SANTO outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de CRISTO (1Co 12—14). Estes dons são uma manifestação do ESPÍRITO através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11). (d) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de CRISTO, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a DEUS (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.4; 1Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8; 1Co 3.16; 1Pe 1.2).
(3) As diversas operações do ESPÍRITO são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do ESPÍRITO SANTO formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em CRISTO, (b) um santo viver, (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no ESPÍRITO SANTO se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo ESPÍRITO, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas.
O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO. Jl 2.28,29 "E há de ser que, depois, derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne,e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e servas, naqueles dias, derramarei o meu ESPÍRITO."

O ESPÍRITO SANTO é a terceira pessoa do DEUS Eterno, Trino e Uno (ver Mc 1.11). Embora a plenitude do seu poder não tivesse sido revelada antes do ministério de JESUS e, posteriormente, no Pentecoste (ver At 2), há trechos do AT que se referem a Ele e à sua obra. Este estudo examina os ensinamentos do AT a respeito do ESPÍRITO SANTO.
TERMO EMPREGADO. A palavra hebraica para “ESPÍRITO” é ruah que, às vezes, é traduzida por “vento” e “sopro”. Sendo assim, as referências no AT ao sopro de DEUS e ao vento da parte de DEUS (e.g., Gn 2.7; Ez 37.9,10,14) também podem referir-se à obra do ESPÍRITO de DEUS.

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO.
At 1.5 “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO, não muito depois destes dias.”
Uma das doutrinas principais das Escrituras é o batismo no ESPÍRITO SANTO. A respeito do batismo no ESPÍRITO SANTO, a Palavra de DEUS ensina o seguinte:
(1) O batismo no ESPÍRITO é para todos que professam sua fé em CRISTO; que nasceram de novo, e, assim, receberam o ESPÍRITO SANTO para neles habitar.
(2) Um dos alvos principais de CRISTO na sua missão terrena foi batizar seu povo no ESPÍRITO (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Ele ordenou aos discípulos não começarem a testemunhar até que fossem batizados no ESPÍRITO SANTO e revestidos do poder do alto (Lc 24.49; At 1.4,5,8).
(3) O batismo no ESPÍRITO SANTO é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do ESPÍRITO é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo ESPÍRITO, assim também o batismo no ESPÍRITO complementa a obra regeneradora e santificadora do ESPÍRITO. No mesmo dia em que JESUS ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: “Recebei o ESPÍRITO SANTO” (Jo 20.22), indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. Depois, Ele lhes disse que também deviam ser “revestidos de poder” pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 24.49; cf. At 1.5,8). Portanto, este batismo é uma experiência subseqüente à regeneração (ver 11.17; 19.6). 
(4) Ser batizado no ESPÍRITO significa experimentar a plenitude do ESPÍRITO, (cf. 1.5; 2.4). Este batismo teria lugar somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do ESPÍRITO SANTO antes do dia de Pentecoste (e.g. Lc 1.15,67), Lucas não emprega a expressão “batizados no ESPÍRITO SANTO”. Este evento só ocorreria depois da ascensão de CRISTO (1.2-5; Lc 24.49-51, Jo 16.7-14).
(5) O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no ESPÍRITO SANTO (2.4; 10.45,46; 19.6.).
(6) O batismo no ESPÍRITO SANTO outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de CRISTO e ter eficácia no seu testemunho e pregação (cf. 1.8; 2.14-41; 4.31; 6.8; Rm 15.18,19; 1Co 2.4). Esse poder não se trata de uma força impessoal, mas de uma manifestação do ESPÍRITO SANTO, na qual a presença, a glória e a operação de JESUS estão presentes com seu povo (Jo 14.16-18; 16.14; 1Co 12.7).
(7) Outros resultados do genuíno batismo no ESPÍRITO SANTO são: (a) mensagens proféticas e louvores (2.4, 17; 10.46; 1Co 14.2,15); (b) maior sensibilidade contra o pecado que entristece o ESPÍRITO SANTO, uma maior busca da retidão e uma percepção mais profunda do juízo divino contra a impiedade (ver Jo 16.8; At 1.8); (c) uma vida que glorifica a JESUS CRISTO (Jo 16.13,14; At 4.33); (d) visões da parte do ESPÍRITO (2.17); (e) manifestação dos vários dons do ESPÍRITO SANTO (1Co 12.4-10); (f) maior desejo de orar e interceder (2.41,42; 3.1; 4.23-31; 6.4; 10.9; Rm 8.26); (g) maior amor à Palavra de DEUS e melhor compreensão dela (Jo 16.13; At 2.42) e (h) uma convicção cada vez maior de DEUS como nosso Pai (At 1.4; Rm 8.15; Gl 4.6).
(8) A Palavra de DEUS cita várias condições prévias para o batismo no ESPÍRITO SANTO. (a) Devemos aceitar pela fé a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador e apartar-nos do pecado e do mundo (2.38-40; 8.12-17). Isto importa em submeter a DEUS a nossa vontade (“àqueles que lhe obedecem”, 5.32). Devemos abandonar tudo o que ofende a DEUS, para então podermos ser “vaso para honra, santificado e idôneo para o uso do Senhor” (2Tm 2.21). (b) É preciso querer o batismo. O crente deve ter grande fome e sede pelo batismo no ESPÍRITO SANTO (Jo 7.37-39; cf. Is 44.3; Mt 5.6; 6.33). (c) Muitos recebem o batismo como resposta à oração neste sentido (Lc 11.13; At 1.14; 2.1-4; 4.31; 8.15,17). (d) Devemos esperar convictos que DEUS nos batizará no ESPÍRITO SANTO (Mc 11.24; At 1.4,5).
(9) O batismo no ESPÍRITO SANTO permanece na vida do crente mediante a oração (4.31), o testemunho (4.31, 33), a adoração no ESPÍRITO (Ef 5.18,19) e uma vida santificada (ver Ef 5.18 notas). Por mais poderosa que seja a experiência inicial do batismo no ESPÍRITO SANTO sobre o crente, se ela não for expressa numa vida de oração, de testemunho e de santidade, logo se tornará numa glória desvanecente.
(10) O batismo no ESPÍRITO SANTO ocorre uma só vez na vida do crente e move-o à consagração à obra de DEUS, para, assim, testemunhar com poder e retidão. A Bíblia fala de renovações posteriores ao batismo inicial do ESPÍRITO SANTO (ver 4.31; cf. 2.4; 4.8, 31; 13.9; Ef 5.18). O batismo no ESPÍRITO, portanto, conduz o crente a um relacionamento com o ESPÍRITO, que deve ser renovado (4.31) e conservado (Ef 5.18).

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO. A Bíblia descreve várias atividades do ESPÍRITO SANTO no Antigo Testamento.
(1) O ESPÍRITO SANTO desempenhou um papel ativo na criação. O segundo versículo da Bíblia diz que “o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2), preparando tudo para que a palavra criadora de DEUS desse forma ao mundo. Tanto o Verbo de DEUS (i.e., a segunda pessoa da Trindade) quanto o ESPÍRITO de DEUS, foram agentes na criação (ver Jó 26.13; Sl 33.6). O ESPÍRITO também é o autor da vida. Quando DEUS criou Adão, foi indubitavelmente o seu ESPÍRITO quem soprou no homem o fôlego da vida (Gn 2.7; cf. Jó 27.3). O ESPÍRITO SANTO continua a dar vida às criaturas de DEUS (Jó 33.4; Sl 104.30).
(2) O ESPÍRITO estava ativo na comunicação da mensagem de DEUS ao seu povo. Era o ESPÍRITO, por exemplo, quem instruía os israelitas no deserto (Ne 9.20). Quando os salmistas de Israel compunham seus cânticos, faziam-no mediante o ESPÍRITO do Senhor (2Sm 23.2; cf. At 1.16,20; Hb 3.7-11). Semelhantemente, os profetas eram inspirados pelo ESPÍRITO de DEUS a declarar sua palavra ao povo (Nm 11.29; 1Sm 10.5,6,10; 2Cr 20.14; 24.19,20; Ne 9.30; Is 61.1-3; Mq 3.8; Zc 7.12; cf. 2Pe 1.20,21). Ezequiel ensina que os falsos profetas “seguem o seu próprio espírito” ao invés de andarem segundo o ESPÍRITO de DEUS (Ez 13.2,3). Era possível, entretanto, o ESPÍRITO de DEUS vir sobre alguém que não tinha um relacionamento genuíno com DEUS para levá-lo a entregar uma mensagem verdadeira ao povo (ver Nm 24.2).
(3) A liderança do povo de DEUS no AT era fortalecida pelo ESPÍRITO do Senhor. Moisés, por exemplo, estava em tão estreita harmonia com o ESPÍRITO de DEUS que compartilhava dos próprios sentimentos de DEUS; sofria quando Ele sofria, e ficava irado contra o pecado quando Ele se irava (ver Êx 33.11; cf. Êx 32.19). Quando Moisés escolheu, em obediência à ordem do Senhor, setenta anciãos para ajudá-lo a liderar os israelitas, DEUS tomou do ESPÍRITO que estava sobre Moisés, e o colocou sobre eles (Nm 11.16,17; ver 11.12). Semelhantemente, quando Josué foi comissionado para que sucedesse Moisés como líder, DEUS indicou que “o ESPÍRITO” (i.e., o ESPÍRITO SANTO) estava nele (Nm 27.18). O mesmo ESPÍRITO veio sobre Gideão (Jz 6.34), Davi (1Sm 16.13) e Zorobabel (Zc 4.6). Noutras palavras, no AT a maior qualificação para a liderança era a presença do ESPÍRITO de DEUS.
(4) O ESPÍRITO de DEUS também vinha sobre indivíduos a fim de equipá-los para serviços especiais. Um exemplo notável, no AT, era José, a quem fora outorgado o ESPÍRITO para capacitá-lo a agir de modo eficaz na casa de Faraó (Gn 41.38-40). Note, também, Bezalel e Ooliabe, aos quais DEUS concedeu a plenitude do seu ESPÍRITO para que fizessem o trabalho artístico necessário à construção do Tabernáculo, e também para ensinarem aos outros (ver Êx 31.1-11; 35.30-35). A plenitude do ESPÍRITO SANTO, aqui, não é exatamente a mesma coisa que o batismo no ESPÍRITO SANTO no NT. No AT, o ESPÍRITO SANTO vinha sobre uns poucos indivíduos selecionados para servirem a DEUS de modo especial, e os revestia de poder (ver Êx 31.3). O ESPÍRITO do Senhor veio sobre muitos dos juízes, tais como Otniel (Jz 3.9,10). Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29) e Sansão (Jz 14.5,6; 15.14-16). Estes exemplos revelam o princípio divino que ainda perdura: quando DEUS opta por usar grandemente uma pessoa, o seu ESPÍRITO vem sobre ela.
(5) Havia, ainda, uma consciência no AT de que o ESPÍRITO desejava guiar as pessoas no terreno da retidão. Davi dá testemunho disto em alguns dos seus salmos (Sl 51.10-13; 143.10). O povo de DEUS, que seguia o seu próprio caminho ao invés de ouvir a voz de DEUS, recusava-se a seguir o caminho do ESPÍRITO (ver Gn 16.2). Os que deixam de viver pelo ESPÍRITO de DEUS experimentam, inevitavelmente, alguma forma de castigo divino (ver Nm 14.29; Dt 1.26).
(6) Note que, nos tempos do AT, o ESPÍRITO SANTO vinha apenas sobre umas poucas pessoas, enchendo-as a fim de lhes dar poder para o serviço ou a profecia. Não houve nenhum derramamento geral do ESPÍRITO SANTO sobre Israel. O derramamento do ESPÍRITO SANTO de forma mais ampla (cf. 2.28,29; At 2.4,16-18) começou no grande dia de Pentecoste.
A PROMESSA DO PLENO PODER DO ESPÍRITO SANTO. O AT antegozava a era vindoura do ESPÍRITO, i.e., a era do NT.
(1) Em várias ocasiões, os profetas falaram a respeito do papel que o ESPÍRITO desempenharia na vida do Messias. Isaías, em especial, caracterizou o Rei vindouro, o Servo do Senhor, como uma pessoa sobre quem o ESPÍRITO de DEUS repousaria de modo especial (ver Is 11.1-4; 42.1; 61.1-3). Quando JESUS leu as palavras de Isaías 61, em Nazaré, cidade onde morava, terminou dizendo: “Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21).
(2) Outras profecias do AT anteviam o período do derramamento geral do ESPÍRITO SANTO sobre a totalidade do povo de DEUS. Entre esses textos, o de maior destaque é 2.28,29, citado por Pedro no dia de Pentecoste (At 2.17,18). Mas a mesma mensagem também se acha em Is 32.15-17; 44.3-5; 59.20,21; Ez 11.19,20; 36.26,27; 37.14; 39.29. DEUS prometeu que, quando a vida e o poder do seu ESPÍRITO viessem sobre o seu povo, os seus seriam capacitados a profetizar, ver visões, ter sonhos proféticos, viver uma vida em santidade e retidão, e a testemunhar com grande poder. Por conseguinte, os profetas do AT previram a era messiânica. E, a respeito dela, profetizaram que o derramamento e a plenitude do ESPÍRITO SANTO viriam sobre toda a humanidade. E foi o que aconteceu no domingo do Pentecoste (dez dias depois de JESUS ter subido ao céu), com uma subseqüente gigantesca colheita de almas (cf. 2.28,32;At 2.41; 4.4; 13,44,48,49).
Fonte: Bíblia Pentecostal - CPAD.
"Quando DEUS Trabalha O HOMEM Muda!"

E-mail: abdiasbarreto@gmail.com

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