terça-feira, 9 de outubro de 2012

INSTRUMENTOS DE DEUS - OSEIAS


À MESA COM OSEIAS - INSTRUMENTOS DE DEUS
Quando o Senhor começou a falar por meio de Oséias... (Os 1.2)
A BOCA QUE TORNA a Palavra audível pode ser humana (às vezes pode ser animal, como no caso da jumenta de Balaão), mas a Palavra é de Deus e não do homem. Deus fala por meio de Oséias, por meio de Ageu (Ag 1.1), por meio de Malaquias (Ml 1.1). Por meio dos cinco profetas maiores e por meio dos doze profetas menores. Mas, desde os tempos remotos até hoje, nem todos que se dizem profetas falam da parte de Deus. Esse é um dos problemas mais complicados da história do povo de Deus, da história religiosa.
É loucura deixar de ouvir um profeta por meio de quem Deus fala. É loucura dar ouvidos à voz de um profeta por meio de quem Deus não fala. Há profetas verdadeiros e profetas falsos. O profeta verdadeiro pode ser um
homem simples, mas fala da parte de Deus. O profeta falso pode ser um crânio, mas não fala da parte de Deus. É o tal dilema entre o trigo e o joio, que exige uma dose muito grande de responsabilidade da parte do ouvinte.
Geralmente o falso profeta fala aquilo que queremos ouvir e não aquilo que precisamos ouvir.
Nunca mais vou ouvir a voz de um profeta que se coloca aos meus pés para me servir! 
POR CAUSA DO MASSACRE
Castigarei a dinastia de Jeú por causa do massacre ocorrido em Jezreel (Os 1.4)
O MASSACRE OCORREU lá pelo ano 841 antes de Cristo. Foi massacre mesmo. Jeú fez muito além do que era para fazer. Ultrapassou os oráculos de Elias (1 Rs 21.21-24) e a ordem de Eliseu (2 Rs 9.7-10). Em Jezreel, “Jeú matou todos os que restavam da família de Acabe [...], bem como todos os seus aliados influentes, os seus amigos pessoais e os seus sacerdotes, não lhe deixando sobrevivente algum” (2 Rs 10.11). Depois, o rei de Israel ainda matou 42 parentes de Acazias, rei de Judá, em Bete-Equede dos Pastores, e muitos outros em Samaria (2 Rs 10.12-36). O pior é que Jeú não era coerente: eliminou a adoração a Baal, mas manteve a adoração aos bezerros de ouro (2 Rs 10.28,29). O fim da dinastia de Jeú aconteceu no trigésimo nono ano do reinado de Uzias, rei de Judá (752 a.C.), cerca de 110 anos depois do fatídico massacre e pouco depois da profecia de Oséias. Nesse tempo, um tal de Salum derrubou Zacarias, o último descendente de Jeú, e tomou posse do governo de Israel (2 Rs 15.8-16).
Obrigo-me a fazer a medida certa da vontade de Deus; nem menos nem mais!
O ARCO QUEBRADO
Naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel (Os 1.5).
QUANDO A PEÇA DE MAIOR valor se quebra, ficamos de pés e mãos amarrados. A peça de maior valor, a peça imprescindível, varia de uma pessoa para outra, de uma época a outra, de uma circunstância a outra. Pode ser uma atiradeira, um conjunto de arco e flechas, uma espada, uma espingarda, um revólver, um lança-bombas. Como também pode ser uma dentadura, um veículo, um celular, um notebook. Qualquer apetrecho experimentado e continuamente usado, quando é quebrado, gera insegurança e até pânico. Significa perder o imperdível. Oséias se fez entender quando ameaçou: “Naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel”. Logo no vale de Jezreel, onde o arco de Israel havia provocado o famoso massacre de muitas dezenas de pessoas relacionadas com o rei Acabe. Nessa hora de arco quebrado, de dentadura quebrada, de carro quebrado, de celular quebrado, Deus nos deixa vazios, indefesos, humilhados e estáticos. Então começa a hora e a vez dele!
Não farei minha segurança girar em torno de meros apetrechos quebráveis!
AMOR E PERDÃO
Não mais mostrarei amor para com a nação de Israel, não a ponto de perdoá-la (Os 1.6)
QUAL É A RELAÇÃO entre amor e perdão? O que vem primeiro, o amor ou o perdão? Em todos os casos, o perdão só é possível por causa do amor. Quando o amor se esgota, o perdão não tem a menor chance. Se o nível do amor de Deus abaixasse, a disponibilidade do perdão também cairia. É isso que o profeta Oséias quer que a nação entenda. Esse mecanismo é de conhecimento público por causa do versículo mais conhecido e amado da Bíblia: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Deus só “arrepende-se, e não envia a desgraça” porque é “cheio de amor”
(Jl 2.13; Jn 4.2). Ele é misericordioso e compassivo e muito paciente porque é cheio de amor. Jesus jamais faria a oração “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23.34), referindo-se aos seus algozes, se não tivesse profundo amor por aquela turba que o maltratava e zombava dele.
Àquele que me amou e perdoou, devo o maior respeito e a maior devoção!
NÃO PELO ARCO
Eu lhe concederei vitória, não pelo arco, pela espada ou por combate [...], mas pelo Senhor, o seu Deus (Os 1.7).
ERA UMA TAREFA dificílima convencer o povo eleito de que a vitória viria não por esforço puramente humano, mas pela intervenção de Deus, ora por meios naturais ora por meios sobrenaturais. Todos os profetas gastaram
muita saliva para deixar isso suficientemente claro. A salvação tem como ponto de partida o amor de Deus: “Tratarei com amor a nação de Judá”. E se torna viável e concreta porque Ele concede vitória, “não pelo arco, pela espada ou por combate [ou ‘pela guerra’], nem por cavalos e cavaleiros, mas pelo Senhor, o seu Deus”. Não era para o povo insistir na idéia de salvação por força nem por violência, mas pelo Espírito de Deus (Zc 4.6), por causa dos antecedentes históricos que ele mesmo recitava: “Não foi pela espada que [nossos antepassados] conquistaram a terra, nem pela força do seu braço que alcançaram a vitória; foi pela tua mão direita, pelo teu braço, e pela luz do teu rosto” (Sl 44.3).
Deponho as armas e renuncio à guerra e à violência: vou confiar no braço do Senhor!
ALGUM DIA O SOL NÃO NASCEU?
Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno (Os 6.3)
ALGUM DIA O SOL não nasceu? Algum dia a noite durou mais de 12 horas? Assim é o Senhor. Ele esconde o seu rosto só por um momento: “Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de
inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra”. Pode demorar um pouco, até mais do que gostaríamos, mas virá! O Senhor não tem o hábito de marcar datas... Ele não marca a data de suas muitas voltas particulares nem de sua volta especial, “com poder e grande glória” (Mt 24.30). Com Ele vem as chuvas há tanto tempo necessárias e esperadas. Chuvas para desfazer os torrões, a seca, a poeira e a sede. Chuvas para trazer de volta o verde, a sombra, o mato, as árvores, as flores, os frutos, o perfume do eucaliptal, os riachos, as cachoeiras, as aves do céu, a justiça, novos céus e nova terra e o bendito refrigério da alma cansada, exausta e ansiosa. As
chuvas que vêm com o Senhor enchem as nossas cisternas vazias (Sl 84.6)!
O Senhor será o meu pastor para sempre, pois é Ele quem me conduz a águas tranqüilas!
A NEBLINA DA MANHÃ
Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora (Os 6.4)
NÃO É SÓ A MULHER que reclama do amor do marido. Não é só o marido que reclama do amor da mulher. Não é só a mãe que reclama do amor da filha. Não é só a filha que reclama do amor da mãe. O Senhor também reclama do amor humano: “Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora”. Não é a única vez que Deus cobra amor de Israel ou da igreja. Ao pastor da igreja em Éfeso, Jesus escreveu: “Você abandonou o seu primeiro amor” (Ap 2.4). Que diferença há entre nenhum amor e amor tão efêmero como a neblina? Sobretudo se comparado com “a largura, o comprimento, a altura e a profundidade” do “amor de Cristo que excede todo conhecimento” (Ef 3.18,19)?
O assunto é muito sério já que o maior mandamento da lei de Moisés é: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22.37). E não como a neblina da manhã.
Prometo exercitar o meu amor pelo Senhor para que eu o ame como Ele me ama!
MEMÓRIA COMPRIDA
[Efraim e Samaria] não percebem que eu me lembro de todas as suas más obras (Os 7.2)
TRÊS VEZES O Senhor declara que não se esquece dos pecados de Israel (Os 7.2; 8.13; 9.9). Aí está uma situação que exige reflexão. Pois em outras passagens encontra-se uma declaração exatamente oposta a esta. Em Isaías está escrito: “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados” (Is 43.25). Em Jeremias também lemos: “Eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Jr 31.34). Afinal, Deus tem memória curta ou memória comprida? Os textos não se contradizem. Deus só se esquece quando perdoa e só perdoa quando há arrependimento. Deus quer que Efraim e Samaria percebam que Ele não se esqueceu de seus pecados recentes. Eram ainda problemas pendentes, não resolvidos. Embora acentuadamente graves, os pecados cometidos por eles ainda não tinham sido localizados, admitidos, confessados e abandonados. Em situações assim, a memória de Deus é necessariamente comprida e não curta!
Não permitirei que o pecado já confessado me venha à lembrança e me atormente!
O BOLO QUEIMADO E CRU
Efraim é um bolo que não foi virado (Os 7.8)
QUE DENÚNCIA inteligente: “Efraim é um bolo que não foi virado”. O povo de Israel não presta para nada. De um lado está cru; do outro, está queimado. É como o sal que perde o seu sabor: “Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens” (Mt 5.13). O padeiro perdeu a farinha, perdeu os ovos, perdeu a manteiga, perdeu o tempo e perdeu a confiança de seus fregueses. Foi um desperdício total. Todos os que pendem para um lado só são como Efraim, “um bolo que não foi virado”. Quem não acha o equilíbrio e não se compromete com ele, mais cedo ou mais tarde será semelhante a um bolo queimado e cru. Os que são empolgados na oração e reticentes na ação ou vice-versa são como Efraim. Os que são empolgados na ortodoxia e reticentes na espiritualidade ou vice-versa são como Efraim. Não vale a pena ser como Efraim. É preciso virar o bolo na hora certa para ele não ficar queimado de um lado e cru do outro.
Não vou me permitir o destempero religioso que pode me tornar fanático.
RAIZ SECA
Efraim está ferido, sua raiz está seca, eles não produzem frutos (Os 9.16)
TODAS AS VEZES que o livro de Oséias menciona o nome de Efraim não se refere a uma pessoa, ao filho de José, mas a uma das doze tribos de Israel. Por ser a principal tribo do reino do Norte, o nome Efraim quase sempre
diz respeito ao país inteiro. Além de estar com os seios ressecados (Os 9.14), a raiz de Efraim também está seca (Os 9.16). O adjetivo seco lembra expressões desagradáveis e incômodas, como árvore seca, erva seca, espiga seca, ossos secos, pão seco, rio seco e terra seca. Agora Efraim sofre de ventre seco, seios secos e raiz seca. A nação está em maus lençóis. O que se pode esperar dela se sua raiz está seca? Se está seca é porque rompeu com Deus, deixou de procurá-lo, distanciou-se dos rios subterrâneos cheios de água viva. Efraim deixou de ser aquela “árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro”. Uma árvore assim não teme o calor nem deixa de dar fruto mesmo no ano da seca (Jr 17.8).
Serei como árvore plantada à beira de águas correntes, cujas folhas não murcham!

"Quando DEUS Trabalha O HOMEM Muda!"
Prof. Abdias Barreto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ADULTÉRIO ESPIRITUAL


SUBSIDIO COMPLEMENTAR PARA A AULA - LIÇÃO 2.
OSEIAS, A FIDELIDADE NO RELACIO
NAMENTO COM DEUS
LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2012.
Tema: Os Doze Profetas Menores - Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de CRISTO. 


Pr. Esequias Soares
O QUE É O ADULTÉRIO ESPIRITUAL???
"Não terás outros deuses diante de mim.Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra."
Êx 20,3-4.
É trocar DEUS por outro deus ou querer servir a DEUS e ao mundo ao mesmo tempo. DEUS não aceita isso.
Is 42.8 Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas.
Mt 6.24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a DEUS e às riquezas.
Ap 2.22 Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela.
Jr 3.8 Sim viu que, por causa de tudo isso, por ter cometido adultério a pérfida Israel, a despedi, e lhe dei o seu libelo de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.
CRIME E PECADO.
"O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera". (Levítico 20:10)
Por que será que a religião que mais cresce depois do Cristianismo é o Islamismo?
Uma das respostas tem que passar pelo adultério. Veja o que diz o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos: SURATA AN NISSÀ 4 SURATA 3-5 (Até mesmo seu mestre e profeta maior tinha mais de uma esposa - SURATA 66)
Em Marcos 10, JESUS diz que Moisés permitiu aos Judeus darem cartas de divórcio, não foi DEUS, foi Moisés, por causa da dureza de coração dos judeus e também porque insistiram tanto e fizeram tanta pressão que Moisés permitiu sem consultar a DEUS.



"Quando DEUS trabalha O HOMEM muda!" 
Prof. Abdias Barreto. 
Contatos: (85).8857-5757. profabdias@gmail.com

O PROFETA DE CORAÇÃO QUEBRANTADO


OSEIAS.
Os períodos de grande prosperidade são geralmente acompanhados de declínio moral. Era o caso do reinado de Jeroboão II, rei de Israel, uns 800 anos antes de Cristo. O país experimentava um desenvolvimento econômico como nunca antes, desde o tempo de Salomão. Foram construídas muitas casas de veraneio iguais às melhores residências urbanas. Produtos estrangeiros encheram o mercado. A vida luxuosa tornou-se a obsessão dos israelitas. Acontecia, porém que apenas uma minoria tinha acesso à vida boa e burguesa. A maioria esmagadora lutava para sobreviver. Um salário mínimo irrisório condenava o povo trabalhador a uma vida de verdadeira escravidão econômica.
A religião era popular. Cultos cheios e impressionantes. No entanto, a ênfase bíblica era coisa do passado. A linha mais tolerante do sincretismo dominava o pensamento dos líderes religiosos. Toda religião era boa. Era popular falar na fé no Senhor, e, ao mesmo tempo, dos valores comuns a todas as crenças, sem julgar-se nenhuma como sendo errada.
Sem uma insistência nos absolutos bíblicos, o povo não achava tanta necessidade de interpretar os dez mandamentos como imprescindíveis. O sétimo mandamento, em particular, era considerado um bonito ideal, mas afinal de contas não tão praticável em tempos modernos...
Naqueles dias o pastor Oséias sentiu na carne o impacto da nova sociedade. Casado com a bela Gomer, viveu o drama da surpreendente infidelidade da mulher. Para qualquer homem da fé isso seria um abalo angustioso, mas para um pregador da Palavra de Deus foi o mais profundo sofrimento imaginável. Oséias tentava conciliar a sua fé num Deus bondoso com a realidade da sua crise doméstica. Como entender a vontade de Deus, face ao desmoronamento do lar pastoral?
Alguns comentaristas consideram os primeiros versículos do livro de Oséias como sendo uma reflexão madura, posterior à tragédia, anos depois do acontecimento. “Vai, toma uma mulher de prostituições...” (v.12). destarte, Oséias chegou a entender que o soberano Deus sabia de antemão que Gomer seria infiel. Deus conhece o fim desde o princípio. Sabia que Gomer lhe seria infiel. Permitiu a vasta tragédia na vida de Oséias para que ele compreendesse o profundo pesar no coração divino: “porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (1.2). Este Deus é Senhor de todas as circunstâncias, inclusive das que parecem ser totalmente contra a sua vontade. Oséias se submeteu à realidade nua e crua das circunstâncias, para aprender que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).
O profeta do Senhor é sempre a sua mensagem. Proclama a mensagem verbalmente, mas também a vive na carne. Nas entrelinhas do primeiro capítulo vemos como Oséias vivia diariamente a mensagem do Senhor. Nasceram-lhe três filhos aos quais ele deus os nomes mais esquisitos dados numa família de pastor! Ao primeiro ele deu o nome de Jezreel, cidade famosa por uma atrocidade nela praticada. Seria como se um pastor moderno chamasse seu filho de “Belsen” ou “Hiroshima”. Foi por ordem divina que o pastor Oséias colocou esse repugnante nome no seu primogênito. Imaginemos o triste pastor Oséias, sem mulher em casa, andando com o pequeno Jezreel, e o constante diálogo na rua:
— “Pastor Oséias, diga-me uma coisa: por que é que o seu filho tem este nome?”
— “Meu irmão”, responderia Oséias, “porque Israel será também destruída da mesma maneira como a casa de Acabe em Jezreel!” Quando nasceu uma filhinha, Oséias deu-lhe o nome de Desfavorecida (1.6). Coitada, como iria sofrer mais tarde na mesma roda com as meninas Graça, Linda e Piedade... Imaginemos mais uma vez o diálogo perto da casa pastoral:
— “Pastor, que linda menina o senhor tem! Por que o senhor lhe deu um nome que não merece, este de Desfavorecida?”
— “Meu irmão”, diria o Pastor Oséias, “ela é filha de uma nação que não receberá mais o favor perante o Senhor!”
Oséias ficou profundamente abalado com a terceira gravidez de sua mulher, Gomer. Sabia bem que não era criança dele. Depois do parto, Oséias deixou seus amigos boquiabertos quando deu a esse último filho o nome de Não-meu-povo. Imaginemos a conversa repetida inúmeras vezes entre Oséias e seus paroquianos:
— “Pastor Oséias! Como se chama o nenê?”
— “Chama-se Não meu-povo, irmão”.
— “Desculpe, pastor, mas o Senhor está falando sério?”
— “Sim, irmão, sei que este não é meu. É de outro, infelizmente. Coitado dele. Não é meu, como este povo não é mais povo de Deus. Pense nisto, irmão, que nosso Deus declara a todos: vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus” (1.9).
E por onde Oséias andasse, todo o mundo estranhava os nomes feios das suas crianças. O profeta e seus filhos eram literalmente a mensagem de Deus àquele povo superficial que tratava a Palavra de Deus levianissimamente. Anunciava-se o julgamento através da agonia doméstica de Oséias. Mas Deus é misericordioso. O profeta vê além do juízo, até o dia feliz da restauração, quando Israel será chamado “Meu Povo” e “Favorecido” pelo Deus que o chamara (2.1).
Notamos nas pregações de Oséias a analogia entre a sua mulher infiel e a nação de Israel. Gomer foi seduzida pelas atrações do mundo, e pelos artigos de luxo obtidos com os seus favores sexuais (2.5). Quando ela não achou mais fregueses, resolveu voltar-se para o marido “porque melhor me ia então do que agora” (2.7). Como ela, Israel foi orientada exclusivamente pelos interesses materiais, em prejuízo da vida espiritual. Os sacrifícios oferecidos pelos israelitas no culto a Baal eram realmente atos de adultério espiritual contra o Senhor (2.8). Deus sempre queria que Israel fosse como esposa fiel para Si. O profeta Oséias não cessava de chamar o seu povo a reatar relações com o Senhor. “Desposar-te-ei comigo em fidelidade” diz o Senhor (2.20). “Desposar-te-ei comigo em justiça e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias” (2.19). A palavra “misericórdias” traduz o hebraico chesed, que significa o amor constante e leal. Na atitude de Oséias para com Gomer vemos até que ponto o amor constante do Senhor pode-se reproduzir no homem.
A vergonhosa infidelidade de Gomer não tinha limites. Seguindo a vida boêmia ela sofreu necessidades, a ponto de se vender como escrava-concubina (3.2). O amor leal e o perdão ilimitado de Oséias foram tamanhos que ele a comprou do seu senhor. Este amor redentor a levou novamente para a casa do profeta,onde ela foi obrigada a ficar, mas sem gozar de todos os privilégios de mulher. Sem dúvida a vizinhança cochichava o fato de que os dois não dormiam no mesmo quarto. Isso também fazia parte da mensagem divina! Pela sua infidelidade, Gomer não vivia propriamente como esposa, mas como encarregada dos assuntos domésticos. Semelhantemente, Israel infiel iria perder os seus privilégios no exílio. Não haveria mais rei, nem família real, nem religião, nem culto (3.4). Somente “nos últimos dias” os filhos de Israel se aproximariam do Senhor (3.5). A perfeita comunhão com o Senhor é o alvo de toda a obra da redenção. “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós”, prometeu o Senhor Jesus (João 15.4).
Nos capítulos 4 a 8 da profecia, Oséias revela até que ponto Israel se tinha corrompido moral e espiritualmente. Não havia nem verdade, nem amor leal (chesed), nem conhecimento de Deus (5.1). Quando o povo se separa de Deus, as consequências morais são inevitáveis: “o que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar, e adulterar” (4.2). Para obter-se o máximo lucro, o homem pecador arruína a própria natureza. O desequilíbrio ecológico segue a exploração egoísta da terra. “Por isso a terra está de luto, e todo que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem” (4.3). Há uma relação direta entre o conhecimento da Palavra de Deus a responsabilidade socioeconômica em qualquer país. Israel se gabava da suntuosidade dos cultos religiosos, mas o seu coração estava vazio do amor leal, e corrompido pelo destemor da justiça.
A religião divorciada da moral se define biblicamente como prostituição espiritual (5.4). Deus não permite que o seu povo se aproxime dele naquele estado. Por mais incrível que parecesse aos israelitas, Oséias lhes advertiu do castigo divino, em que o Senhor os despedaçaria como um leão. Longe de protegê-los, Deus os destruiria (5.14). Em todas as épocas o povo de Deus nunca entende que Deus trata o seu povo com mais severidade e não com menos.
Em resposta à pregação de Oséias, alguns professaram a conversão (6.1). Mas o arrependimento de Israel era tão passageiro como a nuvem da manhã, ou como o orvalho da madrugada (6.4). É bem fácil dizer: “Tornemos para o Senhor. Depois de dois dias ele nos revigorará”. O mal dentro da sociedade estava tão arraigado na prática da exploração econômica, na imoralidade, e na avidez de riquezas luxuosas, que tais profissões de conversão eram vazias. Olhando para os imponentes sacrifícios e os solenes cultos litúrgicos sema pregação da Lei do Senhor, Oséias não pôde se conter, e bradou o recado divino:
“Pois misericórdia (chesed) quero, e não sacrifício! e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” (6.6)
Israel observava a sua religião, mas onde estava o amor leal? Oferecia abundantes sacrifícios, mas onde o conhecimento de Deus? Este versículo traduz fielmente a mensagem central do profeta. Ele contemplava a dicotomia na vida do seu povo. Muita religiosidade e muita imoralidade; muita profissão de fé, e muita corrupção; como óleo e água não se misturam. Oséias considera Israel como um pão não virado no forno: de um lado queimado pelas suas paixões, e do outro massa mole que não resiste ao tato, portanto completamente imprestável (7.8). Deus chama o seu povo a uma vida íntegra. Não agrada a Deus a nossa proclamação da salvação pela fé se não há a correspondente transparência de vida moral e social. O hipócrita engana a si mesmo. “As cãs se espalham sobre ele, e ele não o sabe” (7.9). Todo o mundo percebe a sua incoerência, menos ele.
A religião não salva. O Deus cultuado por Israel mandou embocar a trombeta do juízo (8.1). Deus viria como a águia contra a casa do Senhor. Aqui, “águia” bem pode ser traduzido por “urubu” que se alimenta de animais mortos. Deus os chamava, pois Israel estava para morrer!
Houve também várias facetas da apostasia de Israel. Israel rejeitou o bem (8.3). Israel abandonou os absolutos da lei do Senhor. O que era errado no tempo de Moisés, também o era no período de Oséias, e também o é hoje. A “ética da situação” em voga nestas últimas décadas do século XX representa uma tentativa filosófica de fugir da exigência moral duma lei irredutível. Como Israel, a nossa sociedade quer uma religião acomodatícia, que não imponha restrições à vida social, econômica ou sexual. Os israelitas eram “crentes de fim-de-semana”; eram fervorosos para como Senhor no sábado, mas nos outros dias da semana eram opressores dos pobres, gananciosos e desenfreados nos desejos sensuais.
A dinastia real em Israel, que levou a nação para o mal, não era a descendência de Davi, a quem Deus tinha prometido o trono em perpetuidade (1Cr 17.12). Quando, depois da morte de Salomão, o reino se dividiu, dez tribos tomaram como rei a Jeroboão, chefe dos engenheiros responsáveis pela obra de terraplanagem de Jerusalém (1Reis 11.27). Jeroboão I não era, portanto, rei da parte do Senhor. Agora, duzentos anos mais tarde, no reinado de Jeroboão II, Oséias aponta para a grave irregularidade na direção do país. “Estabeleceram reis, mas não da minha parte” (8.4). Toda aquela dinastia tinha usurpado o poder.
A religião em Israel protestava fé no Senhor Javé, mas não obedecia à Palavra do Senhor! “Não farás para ti imagem de escultura” (Ex 20.4) reza a lei. No entanto, em Samaria cultuava-se a imagem de um bezerro. Ao mesmo tempo em que o povo invocava o Senhor, dizendo: “Nosso Deus” Nós, Israel, te conhecemos”, Deus respondia através do profeta Oséias, dizendo: “O teu bezerro, ó Samaria, é rejeitado; a minha ira se acende contra eles!” (8.5). Manifesta-se no cristianismo do século XX o mesmo tipo de religião. Fala-se em nome do Senhor. Celebram-se cultos e missas solenes. Dominam a atenção da multidão as imagens dos santos. Como disse Oséias: “Da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para si, para serem destruídos” (8.4). A veneração concedida às belas imagens incrustradas de pedras preciosas é tida como mais importante que a Palavra de Deus. O segundo mandamento é claro. E inúmeras vezes na Bíblia Deus reitera a proibição de imagens no culto. Mais uma vez o Senhor falou pela boca do seu servo: “Embora eu lhe escreva a minha lei em dez mil preceitos, estes seriam tidos como cousa estranha” (8.12).
Oséias, de coração quebrantado por causa de Gômer, chegou a entender o sofrimento divino ocasionado pela apostasia de Israel. Outrossim, a infidelidade de Gômer não era apenas um lapso. Repetidas vezes ela traiu os votos matrimoniais. E o profeta contemplava o triste fato de que a infidelidade de Israel para com Deus não era um desvio temporário. A história de Israel está repleta de graves infrações contra a lei do Senhor. Logo de início na sua história idólatra, Israel fabricou o bezerro de ouro, no deserto. E antes de chegar na terra da promissão, na aldeia de Baal Peor, os primeiros israelitas, salvos pela graça de Deus. namoraram as belas moabitas, e abandonaram incontinente a lei recém-recebida. Sob o efeito dessa sedução inesperada, "se consagraram à vergonhosa idolatria" (9.10). A idolatria e a imoralidade são gêmeas. "E se tornaram abomináveis como aquilo que amaram" (9.10). O culto anti-bíblico os arrastou facilmente para as orgias e as bacanais.
A festa do boi custou cara. O duplo deslize, espiritual e moral, foi julgado, e morreram vinte e quatro mil israelitas (Números 25).
Deus nos chama ao amor leal (chesed): à fidelidade absoluta à Palavra de Deus, não somente na observação religiosa do culto evangélico, mas também na mais casta prática do amor no lar. Quem quebra uma aliança, facilmente abandona a outra.
No ocaso do reino de Israel, Oséias advertiu o povo das consequências de tal comportamento: "O meu Deus os rejeitará, porque não o ouvem; e andarão errantes entre as nações" (9.17). Poucos anos depois, em 722 a.C, realizou-se o inesperado desastre. Por não ter prestado atenção à advertência, a nação deixou de existir. O judeu errante data daquele acontecimento fatídico. E passaria muitos séculos peregrinando, sem pátria, sem identidade nacional e sem a bênção do Senhor, cuja voz ele recusara tantas e tantas vezes.
Por que é que os homens não mudam de direção? Por que marcham em linha reta para a destruição? "Porque o seu coração é falso; por isso serão culpados" (10.2). O coração do homem determina a sua conduta. Quartas vezes ocorre que alguém conhecedor da Palavra de Deus, sendo tentado a cometer o adultério, não consegue resistir á tentação, porque o coração é falso! "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração" (Provérbios 4.23). De Deus não se zomba. A lição de Israel é esta: o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção. Tanto os líderes como o povo iriam sofrer as conseqüências da desobediência à Palavra sagrada. E o rei de Samaria, tão seguro na sua prosperidade fabulosa, seria dentro em breve "como lasca de madeira, na superfície das águas" (10.7).
Deus é amor. O seu amor não tem condição nem limite. Ele ama o seu povo apesar de toda a rebeldia, de toda a idolatria e de toda a imoralidade. O seu amor é chesed, amor imutável. Quando castiga, é por puro amor que o faz. Deus sente saudades do primeiro amor do seu povo. "Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho" (11.1). Israel era como criança que ele tomava nos braços. Como menino travesso, a jovem nação não queria obedecer-lhe. Recusou-se a converter-se (11.5). Deus não hesitou em disciplinar o seu povo, porque "o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo filho a quem recebe" (Hebreus 12.6). Deus é diferente dos pais que nunca disciplinam os seus filhos. Quem não disciplina o seu filho, não o ama. Oséias, que tanto sofreu no lar, entendeu o coração de Deus quando descreveu o amor divino nestes termos: "Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões a uma se acendem" (11.8). Ainda que o castigo viesse com certeza. Deus não destruiria totalmente o seu povo, "Eu os remirei do inferno e os resgatarei da morte; onde estão ó morte as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição?" (13.14). O propósito de Deus permanece firme. É imprescindível que Deus castigue o mal. No entanto não seria o fim total de Israel. De outra maneira seria o Diabo e não Deus que ganharia esta guerra espiritual de proporções cósmicas. O fim da história da raça humana e de Israel está assegurado, porque Deus é soberano.
Oséias conseguiu reconstituir o seu lar com Gômer e seus três filhos. Tamanho amor triunfou. E o amor divino, chesed, triunfará também. Oséias, o vidente de coração perdoador, previu a restauração final de Israel num belíssimo trecho que remata a sua obra. Concitou o povo de Deus a uma genuína conversão. "Tende convosco palavras de arrependimento, e convertei-vos ao Senhor" (14.2). Num sentido, o crente no Senhor deve arrepender-se e converter-se ao Senhor constantemente, e não apenas uma vez na hora da entrega inicial. Quase todos os apelos à conversão na Bíblia são lançados aos que professam fé no Senhor! Quando o povo de Deus se converte constantemente ao Senhor, então o mundo começa a arrepender-se.
O arrependimento do povo de Deus é o segredo de todo reavivamento espiritual. "Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles" (14.4). A segurança nacional de Israel de pendia não duma aliança política com a mais poderosa nação de então, a Assíria (14.3), mas da sua relação com Deus. Os rios de bênçãos começam a jorrar quando o povo de Deus julga o seu próprio pecado! Uma vez arrependido e perdoado, Israel se tornaria uma testemunha eficaz no mundo.
"Serei para Israel como orvalho" (14.5). O Deus que cada dia unge bilhões de folhas e pétalas com pérolas de orvalho é o mesmo que visita, pelo Espírito Santo, todos os seus filhos espalhados nos cinco continentes! Para a sobrevivência das plantas, Deus repete fielmente, e em todo lugar, o pequeno milagre, mandando a cada folhinha o precioso líquido sustentador. Quanto mais Deus deseja tocar com vida nova cada um de seus filhos na terra! Feliz o crente em Cristo que já aprendeu este princípio de sobrevivência espiritual, e que busca no frescor da alvorada a unção do Espírito, cada dia. Realiza-se a conversão diária do crente à vontade de Deus, quando novamente se entrega ao Senhor, reafirmando os votos de consagração absoluta Àquele que o comprou com o seu sangue. As plantas em terra ressecada, alimentadas pelo orvalho vitalizador, brotam, criam botões e exalam a sua fragrância. Flores perfumadas no sertão! Eis o quadro pintado pela pena do vidente, para descrever a vida realmente entregue ao Espírito do Senhor. "Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio, e lançará as suas raízes como o cedro do Líbano. Estender-se-ão os seus ramos" (14.5, 6). A vida arraigada na Palavra de Deus, irrigada pela graça divina, e ungida pelo orvalho sacro do Espírito, estende os seus ramos, oferecendo ao viajor a sombra refrescante no sertão causticante. "Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão" (14.7). A pessoa cheia do Espírito se torna um ímã para os que procuram a vida verdadeira, e não precisa buscar contatos com os outros. Os famintos do espírito reconhecem intuitivamente a autêntica espiritualidade dos que recebem diariamente o orvalho do Espírito. O contato com o homem espiritual se torna frutífero. "Serão vivificados, e florescerão como a vide" (14.7). Nós, o povo do Senhor, cantamos "quero ser um vaso de bênção". Este desejo tão louvável se realizará através do Espírito Santo, a água viva oferecida por Jesus. "A água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (João 4.14). Oséias nunca viu o cumprimento da sua profecia final, mas pela fé aceitou que um dia o Senhor triunfaria na vida de Israel. Deus lhe tinha dado a vitória no seu lar, pelo triunfo do amor inabalável. Gomer estava de volta ao lar. Os filhos não levavam mais os nomes feios. Foram transformados em nomes abençoados. A família estava unida novamente. Com toda serenidade, Oséias aguardava o desenrolar do drama de Israel, com a certeza de que um dia Deus restauraria o seu povo. O profeta de coração quebrantado chegou a aprender que o coração do Senhor é também assim.
Fonte: JUSTIÇA E ESPERANÇA PARA HOJE
A Mensagem dos Profetas Menores - Dionísio Pape.


"Quando DEUS trabalha O HOMEM muda!" 
Prof. Abdias Barreto. 
Contatos: (85).8857-5757. profabdias@gmail.com

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

IGREJA UNIVERSAL E REDE RECORD A FAVOR DO ABORTO


IGREJA UNIVERSAL E REDE RECORD - A FAVOR DO ABORTO E CONTRA A VIDA.
“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância – Jesus Cristo”. (João 10.10)
O CACP tem a muito tempo denunci
ado as contradições da IURD. Mas agora, entendemos que o Bispo Macedo e a Rede Record foram longe demais. Em uma contextualização bíblica, podemos concluir que tal ato coloca a IURD como uma denominação religiosa apóstata, com requinte herético que supera até mesmo a Igreja Católica Romana!!! Qualquer pessoa que realmente entenda o que é ser cristão não deve pertencer a essa denominação anticristã e pró-aborto.
A “GUERRA” entre a TV GLOBO e a Rede RECORD.
A “guerra” entre a TV Globo e a Rede Record foi matéria de capa da Veja na semana passada (ed. 2029 / ano 40/ n. 4010). O Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), detém 90% do capital da Rede Record, comprada por ele em 1989. Sua mulher detém os outros 10%.
Hoje a Record é uma emissora do mesmo nível da Rede Globo, inclusive com as suas práticas contra o evangelho de Cristo: pornografia, promiscuidade, violência… Enfim, tudo o que uma emissora fora dos padrões cristãos pode ter!
Na briga pelo ibope, ultrapassou o SBT em várias faixas de horário, para ocupar o segundo lugar em audiência nacional, com programação variada e um núcleo de produção de novelas (o Recnov) que conta com altos investimentos. A meta da Record é ultrapassar a Globo e se tornar a primeira – custe o que custar.
Com discursos afinados e tendo como alvo o monopólio nas comunicações, o presidente Lula e o bispo Edir Macedo estiveram juntos no dia 27 de setembro, na inauguração do Record News, primeiro canal inteiramente noticioso da TV aberta brasileira.
Bispo Edir Macedo: Um Defensor do Aborto e Inimigo da Vida
A IURD vem se diferenciando da posição bíblica e ortodoxa de outras igrejas evangélicas. O canal do Bispo tem veiculado uma vinheta que fala dos direitos de escolha das mulheres, inclusive o direito de decidir por um aborto. Em entrevista à Veja, o bispo licenciado Honorilton Gonçalves, vice-presidente da Record, disse que esta foi uma orientação direta de Edir Macedo “que nos pediu que conscientizássemos a sociedade da importância da mulher poder decidir sobre seu próprio destino”. Segundo ele, a programação evangélica que vai ao ar nas madrugadas “atende seu propósito, que é mostrar que a Igreja Universal [4.748 templos e 9.660 pastores] tem a mente aberta. Está preparada para discutir qualquer assunto: aborto, planejamento familiar, adoção de crianças por homossexuais”.
A IURD admite o aborto e o divórcio nos casos previstos em lei. Segundo reportagem publicada no dia 13/10 na Folha de S. Paulo, parlamentares ligados à IURD – hoje 7 deputados federais e 1 senador – defendem o direito ao aborto. Macedo fala do tema abertamente e defende a legalização:Sou favorável à descriminalização do aborto por muitas razões… O que é menos doloroso: aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor?… Acredito, sim, que o aborto diminuiria em muito a violência no Brasil, haja vista não haver uma política séria voltada para a criançada.
O BISPO e o Consentimento ao HOMOSSEXUALISMO.
Em mais uma demonstração de que pretende se diferenciar por suas posições menos conservadoras do que a de seus pares, Macedo afirmou que não rejeitaria um filho homossexual “de forma alguma”. “Tentaria ajudá-lo da melhor forma possível. Porque, se Deus respeita a livre opção de vida da criatura humana, por que não o faria eu?”, disse.
Na mesma entrevista, concedida ao jornal Folha de S. Paulo, Macedo também defendeu o uso de embriões humanos pela medicina e rejeitou a dependência que a TV Record teria da IURD, afirmando acreditar que a emissora sobreviva sem os recursos da Universal.

"Quando DEUS Trabalha O HOMEM Muda!"
Prof. Abdias Barreto

Contatos: (85).8857-5757. 
profabdias@gmail.com

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

OS FALSOS FUNDAMENTOS DA VERDADE.


Confrontando a Verdade
Texto: Ap. 11.1
Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara, e foi-me dito: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram.
Introdução:
            O único padrão para medirmos a veracidade das coisas divinas continua sendo o mesmo que o Senhor Deus entregou ao homem: a sua infalível Palavra, ou seja, as Sagradas Escrituras. O que infelizmente é desprezada por grande parte dos lideres religiosos do nosso país.
            No mundo de hoje, com múltiplas seitas e múltiplas propostas de verdade religiosas, mais do que nunca precisamos apoiar nossa fé nos fundamentos da Palavra de Deus a Bíblia Sagrada de forma contumaz e profícua pois  os falsos profetas estão em todos os locais procurando alguém que possa tragar. Caso contrário, seremos arrastados por sutilezas de argumentos que, embora aparentemente racionais lógicos e muitas vezes até convincentes porém, não condizem com as verdades da  bíblicas Sagrada. “E digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas” (Cl 2.4).
            Nem todos param e ponderam o que escutam e por isso se deixam convencer por afirmações ou razões falsas e de aparente erudição. Além de racional, o homem é um ser emocional e social, portanto influenciável por esses fatores que muitas vezes nos são mais bem apresentados do que a Bíblia Sagrada a Palavra de Deus.. As pessoas buscam apoio para suas convicções em fontes turvas e se apoiam em alicerces frágeis, envenenando seu espírito e enveredando por caminhos que não pertencem ao Deus vivo simplesmente por não terem um conhecimento suficiente para esclarecerem suas aparentes duvidas.
            Dentre os elementos que as pessoas procuram (consciente ou inconscientemente) basear suas crenças e tentar de todas as formas convencerem seus ouvintes e adeptos, e também e fazer novos seguidores e futuros defensores dessas mesmas ideias, podemos destacar alguns entre eles estão os que citaremos comentaremos a seguir.
1-    1 - QUANTIDADE
            No monte Carmelo eram oitocentos e cinquenta profetas de Baal e do poste ídolo contra um único profeta do Senhor, Elias (1Rs 18.19). Não precisamos dizer quem detinha a verdade. Não importa o número de pessoas que creem em certa afirmação, esse fato, no entanto, não torna tal afirmação verdadeira. A quantidade de muçulmanos (cerca 1bilhão) que creem no Alcorão, e que Jesus  Cristo não é Deus mas, simplesmente um profeta torna o livro islâmico na verdadeira Palavra de Deus, e nem Jesus Cristo um mero profeta ou um simples ser humano. Julgar uma crença ou um ensinamento simplesmente  pelo número de adeptos ou frequentadores, é medi-la e julga-la com um padrão altamente perigosa e  extremamente falível. Se Jesus Cristo assim pensasse, jamais teria morrido na cruz, pois no momento todos unanimemente insultavam-no para que descesse da mesma, porem sua convicção solitária o manteve lá ate que pudesse gritar com grande brado “ESTÁ CONSUMADO” ninguém mais ali presente entedia as razoes que levaram o nosso solitário Cristo a ser fiel e obediente até a morte e morte de cruz, os números nesse caso são  mentirosos.
            Isso não quer dizer também que algo se torna verdadeiro somente porque são poucos os seus defensores e seguidores Não. As pequenas seitas geralmente citam a porta estreita (Mt 7.14) para justificar a perdição de bilhões de pessoas por não aceitarem seus ensinos absurdos, alegando que poucos entram por ela, tentando assim fazer você acreditar que so porque são poucos os seus seguidores a verdade está com eles. Não esqueçamos que “pouco” é relativo. Sessenta milhões de crentes na China é relativamente pouco para uma população de um bilhão e duzentos. Todavia, se esse número fosse no continente Europeu seria bastante expressivo.
            Portanto, a nossa fé não se apoia na adesão de poucos ou de muitos. O prumo das Escrituras ignora resultados numéricos, embora o mundo moderno ame as estatísticas. Inclusive alguns cristãos no tocante a evangelização, so se ouve falar de que ganharam numero X de almas pra o Senhor, porem onde estão essas almas? Que não são batizadas não contribui não dizimam as igrejas não crescem. Seguir multidões ou ser multidão não é sinônimo nem antônimo de seguir a Cristo. Somente pela palavra de Deus podemos identificar se uma pessoa ou um grupo ou organização detém a verdade, Independente de qualquer coisa, a Palavra de Deus continua sendo a Palavra de Deus, “quer ouçam quer deixem de ouvir” (Ez 2.7).
2-    2 - ANTIGUIDADE
            A antiguidade de uma crença ou ensino jamais será garantia de sua veracidade. O politeísmo é quase tão velho quanto à humanidade, mas isso não o torna aceitável. Panteístas, astrólogos e reencarnacionistas gostam de apoiar-se sobre esse fundamento, vangloriando-se de vestígios mesopotâmicos e egípcios de suas práticas seria bom recordar aqui que o mentor de tudo isso é um ser bastante antigo inclusive não se tem base fundamentada pra se datar a sua existência. Mas a verdade não vive de passado, nem de tempo, e não depende dele pra ser a verdade pois ela resiste a tudo isso inclusive o tempo. Os antigos podem estar tão errados quantos os modernos. O movimento Nova Era, em sua adoração ao primitivo e ao antigo, não tem restaurado a verdade, mas, sim, ressuscitado o paganismo.
            Não devemos menosprezar as tradições como desprovidas de valor, como também não devemos superestimá-las. O catolicismo, ao colocar a tradição em pé de igualdade com a Bíblia, sancionou erros históricos quando deveria extirpá-los com a régua de Deus.
            O que a Reforma Protestante fez foi apenas começar a aplicar o padrão divino (leia-se Escrituras Sagradas) depois de séculos de desvio doutrinário. “E assim invalidaste o mandamento de Deus pela vossa tradição” (Mt 15.6). Esse tem sido o problema com muitas doutrinas: querem ser mantidas pelo aval dos anos, quando a história ensina que o tempo desgasta e distorce ao invés de edificar. Há apenas um única coisa que o tempo jamais conseguiu e nem conseguirá modificar é a VERDADE.
“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8)
3-    3 - SUCESSO
            Sucesso transformou-se na palavra do momento, capaz de justificar qualquer comportamento e validar qualquer conceito. As pessoas estão dispostas a aceitar qualquer ensino, mesmo o evangelho, se este as levar ao sucesso imediato. Se uma pessoa teve sucesso na vida, então tudo o que ela diz deve ser verdade; mas se alguém não é bem-sucedido, segundo os padrões seculares atuais, então o que ele ensina deve ser descartado em favor de outro ensino melhor. Uma mensagem de “deixa tudo e segue-me” ou “negue-se a si mesmo” soa muito fracassada. Os mártires já não são bem-vistos, e ninguém mais ouve os seus ensinos. Mas qualquer líder religioso hoje que demonstre e prometa prosperidade, felicidade e sucesso são considerados verdadeiro.
            Sabemos que a verdade pode tornar alguém bem-sucedido. Mas isto não significa que alguém bem-sucedido pode tornar qualquer coisa verdadeira. Pessoas de sucesso podem estar avançando por caminhos que não pertencem a Deus. Nem toda a fama de Paulo Coelho pode dar validade ao conteúdo de seus livros. Eles não passam de ficção repleta de ideias pagãs que “matam” e levam ao inferno ao invés de dar vida.
Pois tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte. Somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo! Nós fracos, mas vós sois fortes! Vós sois ilustres, nós desprezíveis. Até esta presente hora sofremos fome, sede, e nudez; recebemos bofetadas, e não temos pousada certa. Afadigamo-nos, trabalhando com nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando somos perseguidos, sofremos; quando somos difamados, consolamos. Até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos” (1Co 4.9-13).
            Sinceramente, essa descrição do ministério apostólico está bem longe do conceito moderno de sucesso. Todavia, foi escrita por um dos homens que lançaram os alicerces da Igreja e do evangelho. E que o sucesso na sua concepção extrapolava os limites físicos e temporais, que são todos efêmeros e passageiros, porem ele sabia e tinha por certo, “que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a gloria que em nos há de ser revelada.
4-    4 - MORALIDADE
            A verdade de Deus deve produzir justiça e gerar santidade. Ela não é apenas algo para armazenarmos mentalmente. Temos de “andar na verdade” (3Jo 3,4), e não simplesmente conhecê-la. Nosso procedimento comprova a nossa fé.
            Por outro lado, é perigoso colocar o comportamento como fundamento da verdade. As boas obras impressionam de tal forma que muitos pressupõem que se alguém prega e faz bem ao próximo então seu ensino deve definitivamente ser verdadeiro. Na verdade, as boas obras devem ser estimuladas e praticadas, mas elas não confirmam qualquer doutrina. O espiritismo, por um lado, exalta a caridade e, por isso, conquista o respeito da opinião pública. Por outro lado, no entanto, fomenta a consulta e incorporação dos chamados “espíritos de luz”, levando muitos ao pecado e à influência satânica. Suas boas obras, porém, não podem justificar seus erros.
            O apóstolo Paulo muitas vezes defrontou-se com homens que por um lado apresentavam aparência de justiça mas, por outro, sustentavam ensinos contrários ao evangelho. Certas ocasiões, os discípulos de Paulo ficavam perplexos, mas tinham de concordar com ele quando a situação exigia que alguns homens que aparentemente viviam uma vida justa precisavam ser condenados. Em uma dessas ocasiões a resposta do apóstolo aos seus discípulos foi: “E não é de admirar, pois o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transformem em ministros da justiça. O fim deles será conforme as suas obras” (2Co 11.14,15).
            Todos os que servem a Deus devem ser justos, mas nem todos aqueles que possuem aparência de justiça servem a Deus. O amor não é equivalente à verdade, embora os dois tenham de andar juntos.
5 - Beleza
            Hoje, o mundo procura um Deus estético, e não um Deus ético. Todos querem uma religião de aparência, que pareça bonita, sem se importar se ela é verdadeira ou não. Trocam facilmente o conteúdo pela forma. Os muçulmanos gostam de dizer que uma das provas da inspiração do Alcorão é a sua beleza. Que eles nos perdoem, mas se esse fosse o caso, a Bíblia ganharia de longe. O poeta libanês Kalil Gibran orou a Deus e disse: “Dizer a tua verdade, envolta em tua beleza”. Não podemos negar a beleza de seus versos, mas também não podemos considerá-los infalíveis. Só as Escrituras são infalíveis, mesmo quando não são belas.
            Nem tudo o que é belo é necessariamente bom e verdadeiro. Nem tudo o que é verdadeiro tem de ser necessariamente belo, mas com certeza é bom. Não podemos esquecer que aquele que é a Verdade, quando esteve entre nós, “não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos... Como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Is 53.2,3). Se buscarmos somente a beleza por certo a encontraremos em muitos lugares. Mas se buscamos a verdade só a encontraremos na Palavra de Deus.
            Um belo hino, uma pregação eloqüente e um texto bem-escrito podem facilmente conter inverdades que serão aceitas por causa de sua beleza. Pior que um veneno, é um veneno gostoso, perfumado e bem-embalado. Isso é típico de Satanás. Diz a Bíblia sobre ele: “corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ez 28.17). Não podemos nos esquecer: o pai da mentira é um belo ser.
6 - Agradabilidade
            Ninguém se tornará popular pregando a doutrina do inferno. Ela não agrada aos ouvidos. Os que rejeitam a idéia de um inferno de fogo, onde os ímpios passarão a eternidade, não a rejeitam por não ser bíblica, mas por sua dureza. Da mesma sorte, os que a pregam não o fazem com um senso de prazer, mas de fidelidade às Escrituras. A verdade nem sempre é totalmente doce. “Fui, pois, ao anjo, e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o. Ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel” (Ap 10.9).
            As pessoas têm a tendência de “adocicar” a mensagem que pregam para não repelir os ouvintes, e fazem isso extraindo de seu conteúdo elementos que possam causar algum desconforto. É uma atitude perigosa, e pode comprometer tanto o que ensina quanto o que ouve. “Duro é este discurso. Quem poderá ouvi-lo?” (Jo 6.60). O rico foi embora porque Jesus não quis suprimir as exigências da salvação (Mc 10.21,22). Não que a verdade seja um monte de espinhos ou que tem por obrigação incomodar as pessoas. Mas apegar-se a um ensino somente porque ele traz conforto e nenhuma repreensão é correr grave risco.
            Deus é bom e justo. Abraçar sua bondade e rejeitar sua justiça tem sido a atitude de muitos. Um Deus que julga, condena e castiga o pecado tem-se tornado cada vez mais impopular. A LBV chega ao ponto de interceder por Lúcifer para que ele seja salvo e o universalismo prega a salvação de todos os homens. São colocações agradáveis em termos de religião, mas não são verdadeiras, portanto não salvam.
7 - Erudição
            As palavras erudição e verdade não são sinônimas. Porque alguém sabe muito, não significa que saiba a verdade. É muito fácil se impressionar com a cultura de uma pessoa e achar que pelo seu grande conhecimento ela deve estar certa em suas afirmações. Em se tratando das coisas de Deus, a cultura pode ser irrelevante. É claro que muitos dos escritores inspirados da Bíblia apresentavam cultura e erudição, mas não foram essas coisas que confirmaram a Palavra de Deus como padrão. Ao lermos as epístolas de Paulo, não é a erudição do autor humano que importa, mas a inspiração do Autor divino. “Os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1C o 1.22). Sócrates, Platão e Aristóteles tiveram sua importância histórica, mas não foi por eles que a verdade de Deus se estabeleceu. Nesse aspecto, o iletrado Pedro foi instrumento de Deus para proclamar a verdade inspirada.
            Homens como Marx, Engels e Nietzsche foram filósofos de conhecimento e profundidade extraordinários. Mas seus ensinos se mostraram falsos e destrutivos ao longo da história. Até o pensamento científico, visto como árbitro de todas as afirmações, já defendeu enormes absurdos. Não rejeitamos a ciência, mas também não podemos tomá-la por infalível. Só Deus é infalível. Somente a sua Palavra determina o que é certo e o que é errado, o que é falso e o que é veraz: “Disto também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina...” (1Co 2.13).
8 - Convicção
            É mais comum do que se pensa errar com convicção. “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” (Pv 14.12 ). Alguém pode pregar e ensinar o erro com mais entusiasmo do que aqueles que ensinam a verdade. Uma crença não é verdadeira somente porque seus seguidores se dispõem a morrer por ela. O martírio pode honrar a verdade, mas jamais pode tornar verdadeiro aquilo que é falso. Sem dúvida, Hitler estava totalmente convencido das idéias loucas do nazismo e as proclamou com tamanha convicção que conseguiu influenciar uma nação inteira. Esse fato, porém, não tornou (e não torna) a doutrina nazista veraz.
            Principalmente quando no meio de uma massa, o ser humano tende a ser sugestionado pelos sentimentos e começa então a reagir como o grupo. Qualquer pessoa que proclame algo com insistência pode influenciar outras a aceitarem coisas que não são verdadeiras. Em Atos 17.10,11, aconteceu algo interessante. Os irmãos da cidade de Beréia, para onde Paulo e Silas foram enviados, receberam de bom grado a pregação desses dois homens de Deus, mas não deixaram de examinar nas Escrituras para ver se o que falavam era de fato verdadeiro: “Ora, estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra, examinando a cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”.
                                          
Conclusão.
“À lei e ao testemunho”
            Não rejeitamos a popularidade, a tradição, o sucesso, a moralidade, a beleza, os benefícios, a erudição e a convicção resultantes da verdade. Mas não podemos considerar essas coisas um padrão para a nossa fé. Cremos na Palavra de Deus como única norma. A importância em excesso conferida a outras coisas tem afastado muitos do Caminho. E o pior: tem lhes causado um sentimento de segurança e satisfação que os impede de ver a verdade.
            Temos de conhecer os verdadeiros fundamentos da nossa fé e esperança, e sobre esses fundamentos construir os alicerces de nossa existência.
“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva” (Is 8.20).
Artigo extraído e adaptado da revista defesa da Fé de Nº 50.



"Quando DEUS trabalha O HOMEM muda!" 
Prof. Abdias Barreto. 
Contatos: (85).8857-5757. 
profabdias@gmail.com

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A SANTA CEIA E A FESTA ÁGAPE

A CEIA DO SENHOR - E A FESTA DO ÁGAPE

INTRODUÇÃO
A celebração da Ceia do Senhor é um assunto de contínuo interesse para as igrejas evangélicas do mundo todo. Apesar de que o Senhor Jesus e o apóstolo Paulo nos deixaram orientações quanto a

 ela, parece que não conseguimos chegar a um acordo quanto a alguns aspectos relacionados com a natureza, seu propósito e forma de celebrá-la. Nesta Aula de Treinamento vamos abordar o ensinamento bíblico sobre a Ceia.

A FESTA DO AMOR ÁGAPE NA IGREJA PRIMITIVA.
Ao que tudo indica os cristãos do período apostólico que participavam de uma mesma igreja local, ti-nham o costume de reunir-se pelo menos uma vez por semana para comerem juntos e durante a refeição celebrarem a Ceia do Senhor. Esse costume teve sua origem no fato que o Senhor Jesus instituiu o sa-cramento durante uma refeição com seus discípulos, (ver Mt 26.17-30; Mc 14.22-24; Lc 22.19-20; Jo 13.1-4).
Aparentemente o alvo dos “ágapes” era a comunhão cristã, o compartilhar de alimentos entre os mais pobres e especialmente, lembrar-se do Senhor Jesus e participar espiritualmente da sua morte e ressur-reição pelo pão e pelo vinho. A igreja apostólica em Jerusalém seguiu o exemplo, de forma que o “partir do pão" se dava num ambiente em que as refeições eram tomadas em comum (At 2.42-47; ver 20.7). Eventualmente, essas refeições comunais que vieram a ser conhecidas como “ágape”, da palavra grega para “amor”, tornou-se uma prática regular nas igrejas cristãs espalhadas pelo mundo. Judas se refere a elas em sua carta como “festas do amor (fraternidade)” (Jd 12; 2 Pe 2.13). 
Por causa de abusos, alguns dos quais mencionados no Novo Testamento (1Co 11.17-34; 2 Pe 2.13), a festa do “ágape” foi separada da celebração da Ceia do Senhor a partir do século II. É provável que o que Paulo escreveu sobre esses abusos tenha sido o começo dessa separação. Pelo que sabemos, o “ága-pe” continuou ainda por alguns séculos, até desaparecer ao final do século VII da Igreja Cristã, ao ser proibido pelo Concílio de Cartago.
OS ÁGAPES NA IGREJA DE CORINTO.
Problemas no culto
Na época de Paulo, o “ágape” estava em pleno vigor nas igrejas cristãs. O apóstolo tinha ouvido que havia várias irregularidades nos “ágapes” da igreja de Corinto. Na carta que lhes escreveu, ele elogia os coríntios por acatarem as tradições que ele lhes havia entregado (1Co 11.2). Mas, esse acatamento era incompleto e superficial. Eles estavam negligenciando tradições de grande importância, como a relativa à Ceia (ver 11.23). Nisso, Paulo não podia louvá-los. O apóstolo tem sérias reservas quanto à maneira pela qual eles estavam celebrando os “ágapes”. Na verdade, Paulo está descontente pela maneira com que eles estavam realizando seus cultos em geral. A insatisfação do apóstolo era provocada pela atitude amotinada das mulheres “espirituais” nos cultos (11.3-16), pela falta de fraternidade e reverência na ce-lebração da Ceia (11.17,22) e pelo uso impróprio dos dons espirituais (capítulos 12-14). Paulo chega mesmo a dizer que as suas reuniões faziam mais mal do que bem (11.17), visto produzirem um resultado bem inferior, na verdade, oposto ao desejado. Em vez de serem para o melhor, isto é, para a edificação, instrução e conforto de suas almas eram para o pior isto é, para estimular e encorajar a glutonaria, a e
briaguez, as divisões e a carnalidade em geral. Como resultado, a participação na Ceia, que deveria trazer bênção, estava trazendo maldição, juízo e castigo (11.29).
DIVISÕES NA IGREJA
Quando se reuniam para o “ágape”, havia “divisões” (11.18; cf. “partidos” em 11.19) na igreja. Essas divisões a que Paulo se refere não eram os partidos de Paulo, Pedro, Apolo e Cristo, dos quais havia tratado nos capítulos 1-4. Eram alienações mútuas que se manifestavam por ocasião do “ágape” entre ricos e pobres, entre os que tinha dons extraordinários e os que não tinham e, possivelmente, entre ju-deus, que só comiam kosher e os gentios. Para piorar, havia ainda glutonaria e bebedeiras (11.21). Os ricos avançavam gulosamente na abundância do que haviam trazido e não compartilhavam com os po-bres. O resultado era um ambiente mesclado de espírito faccioso, embriaguez, glutonaria, egoísmo, res-sentimentos e invejas. A Ceia do Senhor era um alvo secundário nestas reuniões para os que estavam mais interessados na comida (11.20). Talvez alguns pensavam no “ágape” primeiramente como uma ocasião de matar sua fome (11.34). Quando comiam o pão e bebiam o vinho em nome do Senhor Jesus, era uma mera atividade fisiológica.
ERA CORINTO REALMENTE UMA IGREJA ESPIRITUAL?
Lembremos que a igreja de Corinto pensava ser uma igreja espiritual. Essa espiritualidade, para eles, manifestava-se primeiramente em seus cultos, pelas manifestações associadas aos dons espirituais. En-tretanto, era exatamente durante a celebração de uma das partes mais significativas do culto que a falta de verdadeira espiritualidade dos coríntios se manifestava em sua forma mais extrema. Como era possí-vel uma igreja que tinha membros bêbados na Ceia pensar que era espiritual? 
A resposta é que seu conceito de espiritualidade era errado. Isso Paulo irá demonstrar mais adiante em sua carta.
O que preocupava Paulo não era tanto a falta de fraternidade e o egoísmo presente nas reuniões (ver 11.33), quanto a falta de dignidade e discernimento espiritual que essas atitudes causavam (11.27,29). A igreja já estava debaixo do julgamento de Deus. Muitos estavam doentes e fracos, outros já haviam mor-rido em decorrência do castigo divino (11.30). Isto nos deveria alertar de quão seriamente Deus requer o modo apropriado de participarmos dos cultos.
CONCLUSÃO
Encerrando essa aula, notemos que os coríntios conseguiram corromper o culto a Deus em menos de 20 anos do surgimento do Cristianismo e isto enquanto os apóstolos ainda estavam vivos! Portanto, não nos devemos impressionar muito com a rápida corrupção ocorrida na Igreja depois que os apóstolos morre-ram. E muitos, hoje, continuam a introduzir práticas e costumes e a torcer o propósito dos cultos, ao ponto de suas reuniões, como as dos coríntios, fazerem mais mal do que bem. 
IMPLICAÇÕES PRATICAS.
Entre as muitas implicações práticas que poderíamos tirar da aula, desejo destacar apenas uma. O con-ceito da Igreja de Corinto do que era a verdadeira espiritualidade tinha um defeito fatal: enfatizava as manifestações carismáticas acima de conceitos básicos como a simplicidade e pureza necessárias na Ceia do Senhor. Aprendamos com o apóstolo Paulo que um culto verdadeiramente espiritual, entre outras coisas, é o que promove condições para que os crentes se aproximem da mesa do Senhor lúcidos, sóbrios, aptos para discernir o que estão fazendo, devidamente instruídos quanto ao sentido da Ceia e capazes de participar dela de forma digna. Cabe a pergunta: é assim que nos aproximamos da Mesa do Senhor? Examinemo-nos a nós mesmos!

O Culto Espiritual - Augustus Nicodemus 
publicado recentemente pela Casa Editora Presbiteriana.

"Quando DEUS trabalha O HOMEM muda!" 
Prof. Abdias Barreto. 
Contatos: (85).8857-5757. profabdias@gmail.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...